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Alagoano, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou neste domingo, 10, que monitora "minuto a minuto" com os órgãos responsáveis os efeitos do colapso da mina 18, da Braskem, localizada em Maceió. Parte da mina se rompeu por volta das 13h15 deste domingo, segundo a Defesa Civil do município.

Em post da rede social X, o antigo Twitter, Lira afirmou que já cobrou "medidas técnicas eficazes, ações sociais e reparações financeiras" para que Maceió e a população atingida não sejam "ainda mais prejudicados".

"Estamos monitorando minuto a minuto com os órgãos responsáveis os efeitos do colapso da mina 18, em Maceió. Já cobramos medidas técnicas eficazes, ações sociais e reparações financeiras para que Maceió e o povo atingido não sejam ainda mais prejudicados. Continuaremos em atenção", escreveu o presidente da Câmara.

Com o rompimento, a água da Lagoa Mundaú, no bairro Mutange, está entrando na mina.

Em nota, a Defesa Civil de Maceió informou que no momento seus técnicos estão monitorando o local em busca de mais informações.

Tanto a mina da Braskem quanto seu entorno foram desocupados devido ao risco iminente de afundamento.

De acordo com o órgão municipal, "não há qualquer risco para pessoas".

O que acontece agora?

Em nota, a prefeitura de Maceió confirmou uma reunião entre o prefeito JHC e o governador de Alagoas, Paulo Santas, na tarde deste domingo, 10. O encontro será pra tratar os desdobramentos do episódio e buscar soluções para o ocorrido.

"A Prefeitura de Maceió informa que, diante do rompimento da mina 18, anunciado no início da tarde, o prefeito de Maceio, JHC, solicitou reunião urgente com o governador de Alagoas, Paulo Dantas, a ser realizada ainda neste domingo (10), a fim de tratar dos desdobramentos do episódio e em busca de soluções que contem com a participação do governo estadual."

O que disse a Braskem?

Em nota, a Braskem afirmou o local estava 100% desocupado desde abril de 2020, e seguia sob monitoramento constante. A empresa paralisou suas atividades na Área de Resguardo, em decorrência das movimentações de solo atípicas na região.

Ainda segundo a corporação, foi provisionado R$ 14,4 bilhões para indenizações, dos quais 4,4 bilhões já foram pagos a moradores e comerciantes da região. Além disso, foi disponibilizado apoio psicológico, cuidado com animais de estimação, suporte para regularização de documentos e mudança.

Veja comunicado da Braskem:

A Braskem reafirma o seu compromisso e manifesta solidariedade irrestrita a todos os moradores da cidade de Maceió. Nossa prioridade continua sendo a segurança das pessoas. É para isso que trabalhamos incansavelmente há quatro anos nos trechos da cidade afetados pelo afundamento do solo.

Desde 2019, já realizamos as seguintes ações na região:

  • Paralisação definitiva da atividade de extração de sal, em maio de 2019
  • Realocação preventiva de cerca de 40 mil pessoas da área definida como de risco pela Defesa Civil
  • Desocupação de 100% dessa área de risco definida em 2020 – moradores dos últimos 23 imóveis, que ainda permaneciam na região, foram realocados na semana passada
  • Apresentação de 19 mil propostas de indenização a moradores e comerciantes, o que representa 99,8% do total, com aceitação de 99%

Além disso, disponibilizamos apoio psicológico, cuidado com animais de estimação, suporte para regularização de documentos e mudança. Os bairros desocupados continuam recebendo serviços de zeladoria que incluem limpeza, controle de pragas e vigilância patrimonial, em conjunto com a segurança pública.

Como medida de prevenção, uma das mais modernas redes de monitoramento do solo foi instalada na região a partir de abril de 2019, e em novembro de 2020 foi iniciado o plano de fechamento definitivo das cavidades (poços de sal) desativadas, que já tem 70% dos trabalhos concluídos.

Medidas adicionais de mitigação, reparação e compensação foram definidas em acordos com órgãos federais, estaduais e municipais. São ações nas áreas social e ambiental, além de um programa de mobilidade urbana, projetos de reurbanização e de conservação do patrimônio histórico.

Para isso, provisionamos R$ 14,4 bilhões, dos quais já foram desembolsados R$ 9,2 bilhões, sendo R$ 4,4 bilhões pagos em indenizações de moradores e comerciantes.

Sobre a movimentação do solo registrada nos últimos dias em um local específico do bairro do Mutange, em Maceió, é importante lembrar que a situação se dá em um trecho da área já 100% desocupada desde abril de 2020, e segue sob monitoramento constante.

Hoje, temos mais de mil profissionais integralmente dedicados a cumprir todos os compromissos assumidos com Maceió, colaborando com as autoridades e priorizando a segurança das pessoas.

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