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Jungmann minimiza dados que apontam alta de tiroteios durante intervenção

Relatório mostra que os tiroteios aumentaram na cidade após a chegada dos militares, passando de 1.299 nos dois meses anteriores para 1.502

Raul Jungmann: "Todos os processos de mudança que você teve em Medelín, em Bogotá, no início desse processo que levou a superação daquela situação, eles tiveram um acréscimo no início de casos como esses" (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Raul Jungmann: "Todos os processos de mudança que você teve em Medelín, em Bogotá, no início desse processo que levou a superação daquela situação, eles tiveram um acréscimo no início de casos como esses" (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 26 de abril de 2018 às 19h25.

Brasília - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, minimizou nesta quinta-feira, 26, os dados do Observatório da Intervenção Militar no Rio de Janeiro, da Universidade Cândido Mendes, e citou exemplos de outros locais onde processos de mudanças na segurança geraram reações e no primeiro momento aumentaram alguns índices de criminalidade.

"Todos os processos de mudança que você teve em Medelín, em Bogotá, no início desse processo que levou a superação daquela situação, eles tiveram um acréscimo no início de casos como esses", comentou em relação ao aumento do número de tiroteios revelado pelo relatório.

Intitulado À Deriva: Sem Programa, Sem Resultado, Sem Rumo, o relatório mostra que os tiroteios aumentaram na cidade após a chegada dos militares, passando de 1.299 nos dois meses anteriores para 1.502 nos dois meses de ocupação. O estudo mostra ainda que de 16 de fevereiro, quando foi decretada a intervenção no Estado, a 16 de abril foram registradas 294 mortes e 193 feridos.

"Isso, sem sombra de duvida, será enfrentando e resolvido, porque a intervenção está no caminho certo. Agora, há uma reação, há uma mudança inclusive que rompe os laços entre aqueles que dentro do sistema de segurança pública estão ligados ou são cúmplices dos criminosos, isso gera reação, gerou lá, está gerando aqui, isso a gente vai com o tempo resolver", disse.

O ministro ressaltou que não está defendendo o aumento de criminalidade "de forma nenhuma". "Não é o caso de defender isso, eu estou apenas lembrando que quando acontece esta mudança, aconteceu em outras situações também um aumento também da questão das armas, da questão dos tiroteios", disse.

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