Líbano: prefeitura do Rio também está enviando medicamentos para ajudar no tratamento dos feridos (Mohamed Azakir/Reuters)
Agência Brasil
Publicado em 10 de agosto de 2020 às 18h30.
O prefeito Marcelo Crivella se reuniu, no Centro Administrativo da prefeitura, com os médicos na presença do cônsul-geral do Líbano no Rio, Alejandro Bitar. “Os médicos têm grande experiência e tenho certeza que a equipe médica vai representar o espírito solidário do povo carioca”, disse Crivella.
Todos os médicos da comitiva da testaram negativo para covid-19. Os profissionais atuarão na linha de frente da tragédia libanesa, utilizando EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) que estão levando na viagem e seguindo os protocolos sanitários de prevenção, tanto em relação ao novo coronavírus quanto a outros tipos de contaminação .
A comitiva de ajuda humanitária da prefeitura do Rio embarca às 21 h no Aeroporto Santos Dumont, com destino a Guarulhos (São Paulo). À meia-noite, o grupo viaja para Frankfurt, na Alemanha. De lá, seguirão até Beirute. De acordo com a neurocirurgiã do Hospital Miguel Couto, Gianne Leite Lucchesi os profissionais também têm treinamento em gestão e, por conta do atendimento de emergência, estão acostumados a lidar com catástrofes.
Cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, substância usada na produção de explosivos e fertilizantes, explodiu no início da noite do dia 4 na área do porto de Beirute. A situação causou pânico e destruição na região. O acidente deixou mais de uma centena de mortos e milhares de feridos, muitos deles com queimaduras graves. O impacto da explosão foi sentido até no Chipre, a mais de 200 quilômetros da costa libanesa.