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A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT) informou nesta quinta-feira, 23, que chegou em um acordo com os Correios e orientou os sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Tocantins e Maranhão a aprovarem a convenção coletiva. Com isso, a greve prevista para começar hoje foi suspensa. Existia um temor do impacto da paralisação às vésperas da Black Friday

Em rápida entrevista à EXAME, o secretário de comunicação da Findect, Douglas Melo, disse que os sindicatos do Rio de Janeiro, Tocantis e Bauru já aprovaram a convenção. São Paulo e Maranhão, com assembleias marcadas para hoje e sexta, respectivamente, também seguirão a orientação. "Os Correios aceitaram resolver 12 das 26 questões que identificamos antes da assinatura do acordo coletivo e por isso não teremos greve", disse Melo.

Entre as reivindicações atendidas está a correção da tabela salarial pelo valor de R$250 para remuneração de até 7 mil e acima dessa remuneração corrigida pelo percentual de 3,53%. Antes, o aumento ocorreria somente em junho, mas, após o acordo, foi antecipado para janeiro. O abono salarial de R$ 1500 também foi antecipado de janeiro para dezembro. Ele será pago como vale alimentação para ficar livre de imposto de renda. 

Melo afirmou ainda que na redação do acordo existe a previsão de um concurso público para os Correios. "Existe a previsão que a empresa vai convocar com os ministérios do Planejamento e Gestão um concurso público nos próximos dias", afirma. A categoria afirma que o efetivo da empresa está defasado há mais de uma década.

Juntos, os cinco sindicatos que previam entrar em greve representam 40% do efetivo nacional dos Correios e 60% do fluxo postal do país. Hoje, existem 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios do Brasil.

Posicionamento dos Correios

A empresa havia afirmado que a possível greve não impactaria sua operação, uma vez que uma séria de medidas foram definidas. Entre elas estavam a contratação de mão de obra terceirizada, realização de horas extras, deslocamento de empregados entre as unidades e apoio de pessoal administrativo.

A companhia defendeu ainda que realizou pela primeira vez depois de 7 anos um acordo coletivo de trabalho que "recuperou mais de 40 cláusulas que haviam sido extintas pelo governo anterior", além de ter lançado um programa de bolsa de estudos para os trabalhadores de nível médio, como carteiros, atendentes e operadores de triagem e transbordo cursem a graduação de sua escolha.

"Os Correios concederam aumento linear de R$ 250 para a maior parte do efetivo, ou seja, um aumento médio de 6,36% para mais de 71 mil empregados (83%), a partir de janeiro de 2024. Para parte dos empregados, o aumento chega a 12%", disse em comunicado.

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