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FT: Bolsonaro é “Capitão Corona” e pode sair mais forte da pandemia

O texto da reportagem diz que o presidente brasileiro coloca sua vida nas mãos de Deus, o que pode gerar identificação com a população

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Jair Bolsonaro: presidente brasileiro foi chamado de "Capitão Corona" em reportagem do Financial Times (Adriano Machado/Reuters)

Jair Bolsonaro: presidente brasileiro foi chamado de "Capitão Corona" em reportagem do Financial Times (Adriano Machado/Reuters)

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Lucas Agrela

Publicado em 10 de julho de 2020 às, 14h30.

Última atualização em 10 de julho de 2020 às, 16h51.

O jornal britânico Financial Times, um dos mais respeitados do mundo, publicou uma reportagem em que chama o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) de "Capitão Corona" e diz que ele poderá sair mais forte da pandemia.

"Indiscutivelmente, nenhum outro presidente na história democrática recente do Brasil foi tão imprudente consigo mesmo ou com o país", segundo a reportagem, assinada pelo jornalista Andres Schipani.

A matéria retrata Bolsonaro como um líder que se coloca nas mãos de Deus, em vez nas mãos da ciência, algo que pode gerar identificação com muitos brasileiros.

Se curado da covid-19, após o fim da pandemia, o presidente pode sair politicamente fortalecido, avalia a publicação. Nesta semana, Bolsonaro anunciou em entrevista para três veículos de TV que foi diagnosticado com a doença.

Na ocasião, ele informou que está se tratando com cloroquina, medicação que não tem comprovação científica contra o novo coronavírus, além de desencadear fortes efeitos colaterais.

Na avaliação de cientistas políticos ouvidos pelo FT, o discurso de Bolsonaro sobre a covid-19 ser apenas uma "gripezinha", minimizando os reais impactos da doença que já matou quase 70 mil brasileiros, pode ser reforçado caso ele se recupere.

"Ele usou a oportunidade para repetir a sua visão negacionista da pandemia e a eficácia da cloroquina", disse um consultor político ao jornal britânico.

O FT cita também que desde o início da pandemia, Bolsonaro foi contra o isolamento social e que ele pode culpar os políticos adversários que implementaram medidas de quarentena pela crise econômica que o país passará.

No final, a reportagem diz que o presidente brasileiro sempre tentou ser um "outsider", mas que passou anos sem ser notado. "Ele encontrou proeminência graças às suas opiniões extremas e sua perseguição contra políticas identitárias".

O texto traz histórico de vida de Bolsonaro, como a vez em que ofendeu com falas machistas a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), assim como sua conturbada passagem pelo Exército em que ele foi acusado de "condutas irregulares".

Cita, no entanto, que apesar de suas declarações polêmicas, ele acabou desenvolvendo um estilo único e atrativo de comunicação.

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