EXAME/IDEIA: 59% apoiam a CPI da covid-19. Esperança é acelerar vacinação

Ex-ministros da Saúde e o atual titular da pasta, Marcelo Queiroga, prestaram depoimento na CPI da covid-19. O general Eduardo Pazuello será ouvido somente no dia 19 de maio

O Senado Federal começou, na última terça-feira, 4, a colher os depoimentos de ex-ministros da Saúde e do atual titular da pasta, o médico Marcelo Queiroga, dentro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que visa apurar falhas do governo federal na gestão da crise sanitária da covid-19. A investigação é apoiada por 59% dos brasileiros. Como resultado desta CPI, 45% acreditam que o governo federal vai mudar a abordagem em relação à pandemia.

Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.230 pessoas entre os dias 4 e 5 de maio. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Clique aqui para ter acesso ao relatório completo da pesquisa.

 (Arte/Exame)

“Vale notar que a CPI é desconhecida por um terço dos brasileiros. Conforme sobem os patamares de renda e de escolaridade, aumenta o grau de conhecimento. Isso dá uma demonstração que grande parte do país ainda não está acompanhando de maneira mais profunda ou em tempo real os andamentos da investigação”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA, instituto de pesquisa.

Uma das mudanças mais esperadas na condução da crise da pandemia após a CPI é a velocidade de vacinação. Entre os entrevistados, 41% esperam que o ritmo da aplicação de doses seja mais rápido. De acordo com dados do site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, o Brasil tem uma taxa de 22,49 doses aplicadas a cada 100 habitantes. O valor é inferior a países como Estados Unidos (74,62), França (34,34), e até mesmo do vizinho Chile (79,16).

 (Arte/Site Exame)

A pesquisa EXAME/IDEIA ainda questionou os entrevistados sobre os depoimentos mais esperados. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta foi o mais aguardado para 51%. Ele foi o primeiro a falar aos senadores. Disse que discordava do presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia, e alertou, em carta, a possibilidade de colapso no sistema de saúde.

A população também tem interesse em ouvir governadores (49%) o ex-ministro Eduardo Pazuello na CPI (43%). Ele cancelou seu depoimento na quarta-feira, 5, alegando ter mantido contado com pessoas diagnosticadas com covid-19. Um novo depoimento está marcado para o dia 19 de maio.

"O que chama a atenção é que as pessoas acreditam que a CPI vai alcançar três objetivos: encontrar culpados, gerar mais vacina ou aumentar o ritmo de vacinação, e também garantir mais auxilio de renda durante o período da pandemia. O ritmo de vacinação é uma variável crítica que reflete diretamente na popularidade presidencial”, afirma Maurício Moura.

Desaprovação de Bolsonaro continua alta

A desaprovação de Bolsonaro continua alta, com 52%, sendo a segunda pior desde o começo do governo, mesmo com o governo federal ter liberado em abril o pagamento da primeira parcela da nova rodada do auxílio emergencial para 45 milhões de pessoas.

Ao contrário de 2020, quando a concessão do benefício foi rapidamente capturada pela avaliação de desempenho do presidente, o movimento não se repetiu ainda este ano. A aprovação é de 24%, e os que nem aprovam nem desaprovam somam 22%.

Entre os grupos que mais desaprovam o governo estão 58% dos que têm ensino superior e 56% das classes A e B. No Sudeste, a desaprovação chega a 49%. “Isso é o efeito do ritmo de vacinação, que está muito lento”, diz.


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