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Empresas vão pagar por trabalho de garis em mutirão de Doria

Empresas vão "doar" à Prefeitura o pagamento das horas extras dos garis que vão atuar no mutirão "Cidade Linda"

Limpeza: mutirões serão realizados até março em locais como as avenidas Paulista e Santo Amaro (Getty Images)

Limpeza: mutirões serão realizados até março em locais como as avenidas Paulista e Santo Amaro (Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 29 de dezembro de 2016 às 14h08.

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São Paulo - O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na manhã desta quinta-feira, 29, detalhes de seu programa Cidade Linda, um mutirão de ações de limpeza e zeladoria que vai começar na próxima segunda-feira, 2, primeiro dia útil de seu mandato.

Doria promete colocar nesta primeira ação, que ocorre no eixo da Avenida Nove de Julho, do centro à zona oeste, 1.291 agentes de limpeza, e disse que o programa terá "custo zero" aos cofres municipais: os agentes fariam trabalho em suas horas extras, com custo pago por 10 concessionárias da cidade, em uma espécie de doação à Prefeitura.

"Não haverá nenhum prejuízo (aos serviços em outras regiões da cidade). Ao contrário, haverá vantagens: Nós teremos as ações feitas por mais de 1.200 de diferentes empresas que prestam serviço à cidade de São Paulo", disse Doria.

"Todas elas são voluntárias na mão de obra, nos equipamentos e nos materiais necessários. Foi uma negociação conduzida pessoalmente por mim", afirmou.

Doria prometeu ainda que nenhuma outra região da cidade terá redução dos serviços enquanto os mutirões estiverem ocorrendo.

O cronograma anunciado nesta manhã detalhou a programação dos mutirões até março, com a inclusão de vias como as Avenidas Paulista, Santo Amaro, Tiradentes, Ipiranga, São João e Mateo Bei, na zona leste.

Outra promessa é que as lixeiras atuais da cidade, de 35 litros, sejam substituídas por outras, de 150 litros.

"Os pichadores, é melhor mudarem de emprego", disse o prefeito eleito, ao dizer que as ações vão limpar pichação nos muros.

Ele anunciou que fará um programa chamado "Arte urbana", com oficinas de grafite, e administração do artista Eduardo Kobra.

Moradores de rua

A gestão Doria prometeu um tratamento humanitário para a população de rua que habita o eixo da Nove de Julho, mas Doria se esquivou em dizer se ele agirá para retirá-los dali.

"Oportunamente, a Sonia Francine (secretária da Assistência Social) vai falar com vocês a esse respeito", disse.

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