Brasil

Diretor-geral do TSE é exonerado do cargo

Alcidez Diniz, assim como a secretária de Controle Interno e Auditoria do TSE, receberam rendimentos desproporcionais como pagamento por horas extras

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de janeiro de 2013 às 16h55.

Brasília - O pagamento milionário de horas extras no Tribunal Superior Eleitoral foi um dos motivos que provocaram a exoneração do diretor-geral do TSE, Alcidez Diniz. Homem de confiança da presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, Diniz estava no comando da administração do TSE desde o início da atual gestão.

A secretária de Controle Interno e Auditoria do TSE, Mary Ellen Gleason Gomide Madruga, também foi exonerada. Na lista de beneficiários de horas extras, ela aparece como tendo recebido em novembro do ano passado mais de R$ 26 mil. De acordo com integrantes do tribunal, as duas exonerações estão diretamente ligadas ao pagamento de horas extras durante o processo eleitoral.

Dados do próprio TSE, obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostram um descontrole no pagamento de horas extras no período eleitoral de 2012. Só em novembro, o gasto com esses adicionais foi de cerca de R$ 3,8 milhões para pagamento dos 567 funcionários que alegam ter dado expediente fora de hora. Entre setembro e novembro, essas horas extras totalizaram R$ 9,5 milhões.

Somados aos salários, os valores adicionais permitiram a esse grupo de funcionários receber, no fim de novembro, mais do que os próprios ministros.

Acompanhe tudo sobre:SaláriosJustiçaEleições

Mais de Brasil

PSD oficializa candidatura de Caiado em 1ª disputa presidencial na história do partido

STF critica fala de Milei contra Moraes após convenção do PL em São Paulo

Missão eleitoral dos EUA sem convite seria 'interferência indevida', diz especialista

Lula sobe o tom sobre eleições: 'quem quiser se meter, vai apanhar muito'