Acompanhe:

Defesa de Gleisi e Paulo Bernardo rebate acusações da PGR no Supremo

Nesta tarde, a Segunda Turma da Corte julga ação penal na qual a senadora é acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010

Modo escuro

Continua após a publicidade
Gleisi Hoffmann: advogado da defesa afirmou que provas obtidas pela procuradoria são frágeis (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Gleisi Hoffmann: advogado da defesa afirmou que provas obtidas pela procuradoria são frágeis (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A
Agência Brasil

Publicado em 19 de junho de 2018 às, 17h13.

Última atualização em 19 de junho de 2018 às, 17h33.

A defesa da senadora Gleisi Hoffmann e do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo pediu hoje (19) absolvição na ação penal na qual o casal é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta tarde, a Segunda Turma da Corte julga ação penal na qual a senadora é acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu.

Para o advogado Rodrigo Mudrovitsh, representante da parlamentar, a PGR usou somente depoimentos de delações premiadas ao denunciar os acusados e não apresentou provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras. Na denúncia, a procuradoria usou depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para embasar a acusação.

"Penso que a própria PGR não teria oferecido a denúncia no tempo atual. É inquestionável no presente caso que o substrato da denúncia é exclusivamente fulcrado em palavras de colaboradores premiados, que sequer auto confirmam", argumentou a defesa da senadora.

O advogado de Paulo Bernardo afirmou que as provas obtidas pela procuradoria são frágeis. Segundo Juliano Breda, Paulo Roberto Costa afirmou nos depoimentos que nunca foi procurado pelo ex-ministro para pedir valores.

"Paulo Roberto Costa desqualifica todos os elementos do tipo objetivo da corrupção passiva em relação a Paulo Bernardo. O colaborador Paulo Roberto Costa taxativamente afirma que Paulo Bernardo não solicitou vantagem indevida, nunca tratou de qualquer irregularidade, muito menos que esse teria aceitado algum tipo de vantagem", disse a defesa.

De acordo com o presidente do colegiado, Ricardo Lewandowski, o julgamento deve terminar hoje. A Segunda Turma é composta pelos ministros Edson Fachin, relator da ação, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, além do presidente.

Últimas Notícias

Ver mais
Alexandre de Moraes é aprovado por banca como professor titular da USP
Brasil

Alexandre de Moraes é aprovado por banca como professor titular da USP

Há 6 horas

Foro privilegiado: entenda as mudanças definidas pelo STF
Brasil

Foro privilegiado: entenda as mudanças definidas pelo STF

Há 8 horas

Marco temporal: PGR defende no STF inconstitucionalidade de lei aprovada pelo Congresso
Brasil

Marco temporal: PGR defende no STF inconstitucionalidade de lei aprovada pelo Congresso

Há 8 horas

Quem precisa fazer prova de vida em 2024? Entenda como vai funcionar procedimento automático do INSS
seloMinhas Finanças

Quem precisa fazer prova de vida em 2024? Entenda como vai funcionar procedimento automático do INSS

Há 19 horas

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais