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Carlos Lupi vence resistência de deputados do PDT e deve aceitar Ministério da Previdência

Lupi aguarda contato de Lula até quinta-feira, quando o presidente eleito deve anunciar a última leva de ministros

Carlos Lupi, ministro do Trabalho (José Cruz/ABr) (José Cruz/ABr/Agência Brasil)
AO

Agência O Globo

Publicado em 28 de dezembro de 2022 às 19h10.

Última atualização em 28 de dezembro de 2022 às 19h26.

O presidente do PDT Carlos Lupi decidiu que vai aceitar o convite para comandar o Ministério da Previdência. Inicialmente, houve uma resistência da bancada do partido com a pasta, considerada de menor visibilidade pelos parlamentares.

Lupi foi sondado pela presidente do PT Gleisi Hoffmann há duas semanas e recebeu nova ligação da dirigente do partido nos últimos dias, reforçando o convite.

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Após o contato de Gleisi, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva , também telefonou a Lupi e ambos combinaram de marcar um encontro para sacramentar o convite. Lupi aguarda contato de Lula até quinta-feira, quando o presidente eleito deve anunciar a última leva de ministros.

Embora a bancada do PDT tivesse restrição a legenda assumir um ministério que não fosse responsável por políticas públicas "na ponta", com contato direto com a população, Lupi tem demonstrado a pessoas próximas que está animado com a pasta.

Nos cálculos de Lupi, as políticas do ministério terão atuação relevante, pois terão reflexo em 35 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), sem contar 1,1 milhão de brasileiros à espera da concessão de algum tipo de benefício da Previdência Social.

Na conversa com Lula, Lupi quer entender quais órgãos estarão sob o guarda-chuva do ministério, como Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (DataPrev).

Caso seja confirmado na Previdência, o presidente do PDT será mais um ex-ministro do primeiro mandato de Lula a reassumir uma cadeira na Esplanada. Lupi foi ministro do Trabalho e Emprego de 2007 a 2011, quando deixou a pasta, já no governo Dilma Rousseff.

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