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PT discute saída para Haddad ganhar força na periferia

A gestão do petista atingiu seu maior índice de reprovação, com 49% dos entrevistados que consideram a administração Haddad ruim ou péssima


	Governo Haddad: a gestão do petista atingiu seu maior índice de reprovação, com 49% dos entrevistados que consideram a administração Haddad ruim ou péssima
 (Valter Campanato/ABr)

Governo Haddad: a gestão do petista atingiu seu maior índice de reprovação, com 49% dos entrevistados que consideram a administração Haddad ruim ou péssima (Valter Campanato/ABr)

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Da Redação

Publicado em 4 de novembro de 2015 às 13h30.

São Paulo - A bancada de vereadores do PT na capital paulista se reúne na quinta-feira, 5, com integrantes da Executiva Municipal da legenda. O foco da reunião deve ser a tentativa de recuperação da popularidade do prefeito Fernando Haddad, em especial na periferia, onde os vereadores tem presença com o eleitorado.

"Vamos fazer esse embate, mostrando as políticas que estamos fazendo na cidade nas diversas áreas, como transporte, saúde, educação", disse o vereador Paulo Fiorillo, presidente do PT na Capital. "A bancada tem alcance para fazer esse diálogo e acreditamos que podemos reverter essa situação", completou.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira, 2, a gestão do petista atingiu seu maior índice de reprovação, com 49% dos entrevistados que consideram a administração Haddad ruim ou péssima. Somente 15% consideraram o trabalho da Prefeitura ótimo ou bom e 34% o consideraram regular.

Na periferia, onde o PT tradicionalmente tinha mais apoio, a dificuldade do prefeito é ainda maior. A aprovação de Haddad entre as pessoas com renda mensal familiar de até dois salários mínimos é de apenas 12%, ante 23% entre aqueles que tem renda familiar superior a dez salários.

A senadora, ex-prefeita e ex-petista Marta Suplicy tem seu capital eleitoral na periferia paulistana e deve ser uma das adversárias de Haddad no ano que vem, o que pressiona por uma ação do PT para recuperar o apoio da população mais pobre.

Apesar do afastamento dos movimentos sociais, Fiorillo diz que o PT municipal quer estratégias em todas as frentes para recuperar a popularidade de Haddad. A ideia é não usar apenas os vereadores, mas a militância petista e lideranças sociais, com as quais o partido tenta uma reaproximação.

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