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O ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro reune apoiadores na tarde deste domingo, 25, na Avenida Paulista, cartão postal da cidade de São Paulo e já tradicional palco de manifestações políticas no país.

Os manifestantes foram ao ato vestidos de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil e de Israel. Manifestantes proferiram gritos pedindo o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta semana, parlamentares bolsonaristas protocolaram um pedido de impeachment contra o atual presidente, após ele ter comparado os ataques israelenses na Faixa de Gaza ao Holocausto.

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Manifestantes começaram a ocupar a Av. Paulista por volta das 10 horas. Muitos deles chegaram em caravanas vindas de diferentes estados do país, como Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A maior estava vestida com trajes nas cores verde e amarelo.

Às 16h, dezenas de deputados aliados de Bolsonaro se juntavam ao presidente, que gerou comoção ao chegar. A manifestação na Paulista é bancada pelo pastor evangélico Silas Malafaia, que estimou na sexta-feira (23) desembolsar entre R$ 90 mil e R$ 100 mil para arcar com toda a estrutura do evento, como fornecimento de água, instalação de grades e transmissão pela internet - há seguranças privados, mas a Polícia Militar também atua no local.

Estão presentes os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), com quem Bolsonaro se hospedou na capital paulista, Ronaldo Caiado (União-GO), e Jorginho Mello (PL-SC), além de senadores, deputados federais e estaduais de diversos Estados brasileiros. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (PL-SP), também está no local.

Nas redes sociais, horas antes da de começar a manifestação teve mais menções negativas do que positivas nas redes sociais. É o que aponta um levantamento da plataforma de monitoramento digital Torabit para o Estadão. De acordo com a Torabit, foram 47.579 menções aos atos entre a zero hora do dia 24 de fevereiro e as 10h30 deste dia 25 nas plataformas Facebook, X (antigo Twitter) e Instagram, além de sites e blogs. Segundo a Torabit, 46,2% dessas menções foram negativas, com usuários criticando Bolsonaro e até mesmo prevendo sua prisão durante o ato.  Outras 27,5% foram favoráveis e 26,2%, neutras. 

Na convocação, pedido de ato pacífico

No último dia 12, o ex-presidente gravou um vídeo chamando seus seguidores às ruas num “ato pacífico” e em defesa do “Estado democrático de direito”. Na mensagem, amplamente divulgada por aliados nas redes sociais, Bolsonaro prometeu rebater "todas as acusações" que lhe foram feitas nos últimos meses.

Bolsonaro pediu que os manifestantes usem as cores verde e amarelo e que não levem cartazes contra o Supremo Tribunal Federal (STF) ou outras instituições. Além da preocupação com possíveis consequências judiciais, é uma tentativa de manter o foco da manifestação como uma resposta às investidas judiciais contra o ex-presidente, que se considera perseguido pelo STF e pela Polícia Federal.

O ato foi convocado pelo próprio Bolsonaro quatro dias após ele ter sido alvo da operação Tempus Veritatis (a hora da verdade, em português) no dia 8 de fevereiro. A PF investiga suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil antes e após a eleição de 2022.

O ex-presidente teve o passaporte confiscado e quatro ex-assessores dele foram presos preventivamente. Bolsonaro prestou depoimento sobre o caso na quinta-feira, 22, mas ficou em silêncio.

Com informações das agências O Globo e Estadão Conteúdo

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