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Menino preso em bunker completa 6 anos na quarta-feira

Segundo a mãe, o menino, identificado apenas com o nome de Ethan, é portador da síndrome de Asperger, um transtorno com características similares ao autismo


	Policiais em Midland City: as autoridades e a polícia se comunicaram durante todos estes dias com Dykes através de um encanamento que sai do bunker.
 (REUTERS/Phil Sears)

Policiais em Midland City: as autoridades e a polícia se comunicaram durante todos estes dias com Dykes através de um encanamento que sai do bunker. (REUTERS/Phil Sears)

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Da Redação

4 de fevereiro de 2013, 16h28

Washington - O menino sequestrado na terça-feira passada em uma zona rural do Alabama e cujo sequestrador, um veterano da Guerra do Vietnã, o mantém fechado em um bunker subterrâneo completará seis anos nesta quarta-feira.

A polícia mantém uma linha de comunicação aberta com o sequestrador, Jimmy Lee Dykes, desde que há quase uma semana aprisionou o menor, que segundo a rede de televisão "CBS" faz aniversário depois de amanhã.

Dykes, de 65 anos, permitiu que as autoridades entregassem à criança livros para colorir, brinquedos e a medicação que necessita.

Segundo a mãe, o menino, identificado apenas com o nome de Ethan, é portador da síndrome de Asperger, um transtorno com características similares ao autismo.

As autoridades da cidade de Midland City e a polícia se comunicaram durante todos estes dias com Dykes através de um encanamento que sai do bunker, onde há eletricidade, comida e uma televisão.

Dykes disse que tem, além disso, cobertores e aquecedores elétricos para proteger a criança do frio.

"Quero agradecer-lhe por cuidar da criança. Isso é muito importante", declarou o delegado Wally Olson, que não deu detalhes de como vão as negociações para que o sequestrador se renda nem de quais são suas exigências.

O ex-militar sequestrou a criança, na terça-feira passada, em um ônibus escolar, após matar com um tiro na cabeça o motorista do veículo, que tentava evitar o sequestro.

Moradores da região descrevem Dykes como uma figura "ameaçadora", que levava tempo construindo o bunker e tinha uma citação na quarta-feira passada em um tribunal por um litígio com vizinhos.