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Telecomunicações alertam sobre a guerra cibernética

Brasília – O secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações (UIT), Hamadoun Toure, ressaltou que a comunidade tem que buscar mecanismos de combate aos...

Guerra cibernética (Reprodução/Reprodução)

Guerra cibernética (Reprodução/Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2013 às 13h27.

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Brasília – O secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações (UIT), Hamadoun Toure, ressaltou que a comunidade tem que buscar mecanismos de combate aos ataques virtuais. Toure chamou esse combate de “guerra cibernética”. A afirmação dele ocorre no momento em que o Brasil e o mundo discutem mecanismos de proteção a dados na internet após a divulgação as denúncias de espionagem por agências norte-americanas.

"Há uma 'ciberguerra' em curso”, disse Hamadoun Toure. "Tal como na guerra convencional, não há vencedores, só destruição", destacou ele, durante conferência em Genebra, na Suíça.

Segundo Toure, as consequências de uma “guerra cibernética” podem causar “enormes perdas financeiras ou mesmo o caos social”. De acordo com ele, os governos e as empresas mundiais têm que pensar em conjunto como enfrentar a ameaça. "Ninguém pode conseguir fazê-lo por si. Temos que mudar a mentalidade", disse.

Para Toure, na liderança do que considera uma guerra cibernética "não existem superpotências", uma vez que vírus e outros ataques podem ser desencadeados a baixos custos. "Temos que tratar o ciberespaço tal como tratamos o mundo real", ressaltou.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse na semana passada que o governo do Brasil pretende encaminhar a preocupação com o monitoramento de contatos eletrônicos e telefônicos às instâncias internacionais.

O chanceler quer recorrer à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na tentativa de definição de normas claras de comportamento para os países quanto à privacidade das comunicações dos cidadãos e a preservação da soberania dos demais Estados e também à União Internacional de Telecomunicações (UIT). Na UIT, Patriota pretende apelar para o aperfeiçoamento de regras multilaterais sobre segurança das telecomunicações.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa

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