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Tecnologia entra na passarela em desfile de moda

Passarela Digital Fall Fashion Show celebrou a moda, a arte e a tecnologia após a Conferência Glaze, criada pelos laboratórios Stained Glass Labs

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Elliott Gittelsohn tira foto com Google Glass em 30 de setembro de 2013 (Josh Edelson/AFP)

Elliott Gittelsohn tira foto com Google Glass em 30 de setembro de 2013 (Josh Edelson/AFP)

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Da Redação

Publicado em 2 de outubro de 2013 às, 22h18.

San Francisco - Modelos usando óculos Google Glass, relógios Pebble e as últimas inovações em dispositivos eletrônicos desfilaram em San Francisco, Califórnia, no encerramento da primeira Conferência Glaze sobre informática para usar, que une a tecnologia da internet e o mundo da moda.

A passarela Digital Fall Fashion Show celebrou nesta semana a moda, a arte e a tecnologia após a Conferência Glaze, criada pelos laboratórios Stained Glass Labs, com a finalidade de impulsionar as empresas emergentes que desenvolvem plataformas informáticas usáveis.

"Parece que a tecnologia pela tecnologia em si mesma está morta", disse Eliane Fiolet, co-fundadora do popular site de notícias tecnológicas Ubergizmo.com e organizadora do desfile. "As pessoas querem tecnologia que funcione bem e que caia muito bem", acrescentou.

Cada vez mais as empresas buscam unir o desejo dos consumidores de aparelhos eletrônicos sofisticados com a possibilidade de expressar estilos pessoais, emendou.

A empresa Jawbone permite às pessoas personalizar as cores de seus alto-falantes sem fio Jambox, que se sincronizam com smartphones, tablets e computadores portáteis.

A Nike oferece às pessoas que visitam seu site a possibilidade de desenhar seu próprio calçado esportivo e combina alguma peça de ginástica com os dispositivos portáteis que controlam as metas de atividade física do usuário.


"Haverá mais e mais integração entre a moda e a tecnologia", previu Fiolet. "Estamos apenas no começo", emendou.

Tecnologia e moda, uma combinação sexy

Segundo ela, o site de buscas Google conseguiu uma fórmula de sucesso com seus óculos Google Glass conectados à internet, que se tornaram uma tendência de moda no Vale do Silício e em San Francisco, no norte da Califórnia.

"Estamos na etapa seguinte da evolução humana", disse o organizador da Conferência Glaze Redg Snodgrass, co-fundador da Stained Glass Labs, empreendimento dedicado a acelerar a indústria da computação portátil.

"Os empresários não são mais 'nerds' que vivem trancados", disse Snodgrass, quando o desfile estava a ponto de começar em um clube não muito longe da sede do Twitter em San Francisco. "Estão ampliando os limites. Tudo o que é tecnologicamente fascinante é sexy e a moda está ligada nisso".

A aptidão física foi um tema importante para o desenvolvimento precoce de dispositivos informáticos portáteis usáveis, como as pulseiras UP e Fitbit, que fornecem informações sobre as metas de sono e exercícios do usuário.

Para Snodgrass, o que vem agora neste âmbito são os filmes e os jogos.

A Conferência Glaze, realizada na segunda-feira após um fim de semana de discussões e do desenvolvimento de novos aplicativos, reuniu empresários, investidores e designers para explorar formas de implementar diferentes ideias e ganhar dinheiro no mundo da informática portátil.


Surgiram "algumas coisas grandes", disse Snodgrass.

"Calça-bateria" e "Twitter Dress"

Entre os presentes estava o autodenominado "cibertécnico" Tyler Freeman, que vestia uma 'calça-bateria' "Drum Pants", dotada de sensores que permitiam a ele tocar diferentes ritmos de percussão ao bater em partes diferentes das pernas. Como os sensores são presos à roupa com velcro, é possível usá-los em peças diferentes, explicou.

"O objetivo é conseguir que a proíbam nas escolas, aí saberemos que é um sucesso", disse o empresário de San Francisco.

O dispositivo funciona de forma que, ao tocar os "Drum Pants", sinais sem-fio são enviados a um 'smartphone', que em seguida direcionam os sons sintetizados a alto-falantes. Os sensores podem ser usados para controlar apresentações de PowerPoint ou a câmera do Google Glass apenas tocando na perna, explicou Freeman.

Fiolet já tem planos para o ano que vem: mostrar as criações da londrina CuteCircuit, a casa de moda "ciberchique" que cativou todo o mundo com seu "Twitter Dress".

O vestido, usado por uma celebridade em evento de lançamento da rede móvel 4G no Reino Unido, no final de 2012, tinha lâmpadas de LED que exibiam mensagens postadas no microblog.

Segundo Fiolet, a tecnologia e a moda precisam ser combinadas com bom gosto para se conseguir uma criação bem sucedida e estilosa.

"Tem que cair bem, ser um grande objeto de tecnologia e controlar algo com que você se importe", afirmou. "Se não se importar, nunca vai usar. E se for feio, menos provável ainda".

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