Tecnologia

Rivais chinesas buscam capitalizar problemas da Huawei com EUA

Xiaomi, a Oppo e a Vivo, estão agindo para conquistar o mercado de sua concorrente, depois que sanções dos EUA prejudicaram o fornecimento da Huawei

Huawei: os pedidos da Huawei caíram 55%, para 42 milhões de aparelhos no mesmo período (Aly Song/Reuters)

Huawei: os pedidos da Huawei caíram 55%, para 42 milhões de aparelhos no mesmo período (Aly Song/Reuters)

R

Reuters

Publicado em 23 de novembro de 2020 às 12h06.

As rivais chinesas da Huawei Technologies, incluindo a Xiaomi, a Oppo e a Vivo, estão agindo para conquistar participação de mercado de sua concorrente, depois que sanções dos Estados Unidos prejudicaram o fornecimento da Huawei, afirmam especialistas do setor.

Na semana passada, a Huawei disse que vendeu a Honor, sua unidade de smartphones de baixo custo, por uma quantia não revelada em uma tentativa de proteger a cadeia de fornecimento desta última da ação dos EUA, que dificultou a compra de componentes essenciais.

Ao mesmo tempo, as rivais chinesas da Huawei sentem o cheiro de sangue no mercado de celulares de linha intermediária e premium. Em agosto, um executivo da Huawei disse que a empresa não será capaz de produzir seus principais processadores que alimentam seus smartphones premium.

"O que podemos ver agora, seja da Xiaomi, Oppo ou Vivo, é que eles estão melhorando suas previsões para o próximo ano", disse Derek Wang, executivo da fabricante de celulares Realme, que compartilha uma cadeia de fornecimento com a Oppo.

"Eles acreditam que as sanções contra a Huawei irão possivelmente prejudicá-la no mercado internacional e podem querer tirar uma fatia do mercado da Huawei."

A companhia ainda comandava 41,2% do mercado chinês no terceiro trimestre, seguida pela Vivo com 18,4%, Oppo com 16,8% e Xiaomi com 12,6%, disse a empresa de pesquisa Canalys. A Apple tem uma participação menor na China, com 6,2%, mas está atraindo uma forte demanda por seu iPhone 12, segundo a Canalys.

Observadores da indústria confirmaram um aumento nas encomendas de componentes a fornecedores. A Xiaomi tem sido a mais otimista, fazendo pedidos suficientes para produzir até 100 milhões de telefones entre o quarto trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021, um aumento de 50% nas projeções antes das restrições impostas pelos EUA à Huawei em agosto, segundo a consultoria Isaiah Research.

As previsões de produção da Oppo e da Vivo também aumentaram cerca de 8% cada uma desde agosto, com pedidos para produzir até 90 milhões e 70 milhões de aparelhos, respectivamente, mostram os dados da Isaiah Research.

Por outro lado, os pedidos da Huawei caíram 55%, para 42 milhões de aparelhos no mesmo período.

Todas as quatro empresas se recusaram a comentar os números.

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)HuaweiVivoXiaomi

Mais de Tecnologia

Vício em TikTok? O que é 'brainrot' e por que o termo está tão em alta

Mais 168 cidades podem ter internet 5G a partir de sexta-feira; veja a lista

Carros autônomos: os robotáxis começam a virar realidade para a Waymo, do Google

Empresa chinesa avança em tecnologia quântica com novo termômetro de óxido de rutênio

Mais na Exame