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Reino Unido pode adotar imposto sobre serviços digitais, diz ministro

O porta-voz britânico afirmou que o tempo para fazer o acordo intencional com as maiores empresas de internet do mundo está chegando ao fim

BIRMINGHAM - O Reino Unido vai implementar unilateralmente um imposto sobre serviços digitais se não houver um acordo internacional mais amplo sobre como tributar as maiores empresas de internet do mundo, disse o ministro das Finanças britânico, Philip Hammond, nesta segunda-feira.

"A melhor forma de tributar empresas internacionais é por meio de acordos internacionais, mas o tempo para discussões está chegando ao fim e a paralisia tem que acabar", disse Hammond na conferência do Partido Conservador em Birmingham.

"Se não conseguirmos chegar a um acordo, o Reino Unido irá sozinho com um Imposto sobre Serviços Digitais próprio", dirá ele, de acordo com o texto de seu discurso.

A Grã-Bretanha já havia dito que considerava taxar as receitas de empresas de internet como Facebook e Google até que as regras tributárias internacionais sejam alteradas para lidar com empresas digitais que podem mudar vendas e lucros entre jurisdições.

Hammond disse que a Grã-Bretanha também está procurando maneiras de atualizar sua política de concorrência em resposta ao poder das grandes empresas.

"A expansão dos gigantes da tecnologia global e das plataformas digitais, embora traga enormes benefícios para os consumidores, levanta novas questões sobre se muito poder está sendo concentrado em poucas empresas de tecnologia global", disse ele.

Hammond nomeou o ex-economista-chefe do presidente Barack Obama, Jason Furman, para liderar uma revisão do regime britânico de competição, para garantir que esteja apto para a era digital.

A Confederação da Indústria Britânica (CBI,na sigla em inglês) alertou que qualquer mudança nos impostos tem que evitar prejudicar a competitividade global do Reino Unido.

"Todas as empresas são cada vez mais digitais. Qualquer nova abordagem deve ser feita com base em evidências da empresa ou corre o risco de ser direta e contraproducente", disse Carolyn Fairbairn, diretora-geral da CBI, em comunicado.

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