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Os vovôs estão "ON": Aplicativo para idosos usa jogos para melhorar memória

Chamado "cérebro ativo", o app é gratuito e conta com mais de 5 mil downloads

Adaptar-se à nova realidade imposta pela pandemia não é uma tarefa fácil. Deixar de ver a família e os amigos é uma escolha complicada -- especialmente quando se fala de deixar de abraçar os avós. Pensando em ajudar as pessoas com mais de 60 anos a se distraírem e manterem a capacidade cognitiva em dia, mesmo que à distância, o aplicativo Cérebro Ativo foi lançado em 2020 no mercado brasileiro. Desenvolvido pela International School of Game (ISGAME), o app usa jogos especialmente desenvolvidos para a terceira idade como uma plataforma para melhorar a qualidade de vida dessa população -- tudo ao alcance dos dedos.

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Tudo começou em 2014, quando Fábio Ota, CEO e fundador da ISGAME, começou a pesquisar sobre como ensinar crianças a desenvolver senso de planejamento e raciocínio lógico usando videogames. No meio do caminho, encontrou várias pesquisas que abordavam o uso dos jogos para prevenção do Alzheimer e mudou o foco: passou a estudar uma nova metodologia para ensinar idosos a jogar e desenvolver videogames. Colocou a metodologia em prática e passou a lecionar para o público com mais de 60 anos.

Dois anos depois, com a metodologia pronta, ele a transformou em um estudo científico, feito com 75 voluntários, de agosto a dezembro de 2016. Com o relatório do experimento pronto, Fábio Ota submeteu o estudo ao PIPE-FAPESP (projeto que apoia a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em micro, pequenas e médias empresas no Estado de São Paulo). O principal intuito era provar que os games são capazes de estimular a cognição e podem retardar a evolução do declínio cognitivo nos idosos. Com a tese confirmada e o aval da instituição, ele recebeu um aporte para sua empresa, de R$ 200 mil.

Em 2018, com o apoio do programa PIPE fase 2, a ISGAME recebeu um novo aporte, de R$ 800 mil, e passou a formatar o aplicativo Cérebro Ativo e disponibilizaram a solução para o mercado. Os primeiros a testarem o app foram, claro, os próprios alunos da ISGAME: mais de 200 idosos tiveram acesso à versão beta e, a partir do feedback deles, a equipe conseguiu ajustar o produto para atender ao seu público.

Como resultado, o aplicativo já tem mais de 5 mil downloads. "Nossa meta é a de que esse número dobre já no início de 2021. Queremos chegar a 100 mil downloads no fim do ano que vem e, para isso, vamos ampliar parcerias e investir mais na divulgação dessa solução", explica Fábio Ota, CEO e fundador da ISGAME. Para colaborar com essa meta, a companhia também conta com um aporte recente da Neo Acelera, aceleradora de impacto social da Neo Química, que recentemente anunciou o investimento de R$ 150 mil no aplicativo.

"Continuaremos acompanhando a startup por mais um ano, para que possam desenvolver ainda mais o seu modelo de negócio e alcançar o impacto desejado. Acreditamos no potencial da ISGAME de inovar e trazer soluções reais para os principais desafios enfrentados pelo público maduro", diz Ana Biguilin, diretora geral da unidade de negócios Neo Química.

As perspectivas são otimistas porque, segundo Ota, se trata de um produto totalmente desenvolvido para atender a esse público: comandos de voz auxiliam os idosos com visão reduzida ou analfabetos funcionais a se sentirem incluídos pelo app e, além disso, os games utilizam situações da vida real dos idosos para estimulá-los a jogarem. "No teste de memória, por exemplo, simulamos uma ida ao supermercado, em que eles têm de lembrar quais produtos estavam dentro do carrinho", explica o CEO da ISGAME.

Além disso, colabora para a disseminação do app uma parceria feita pela companhia com a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. Por meio dela, os idosos têm acesso ao curso online de introdução tecnológica formulado pela companhia, de forma gratuita. E, é claro, podem se tornar novos usuários do Cérebro Ativo.

Potencial, não falta: de acordo com o IBGE, existem 30 milhões de idosos em território brasileiro. Para alcançá-los e melhorar sua qualidade de vida, Ota acredita que é possível levar o uso do "Cérebro Ativo" a outras áreas igualmente interessadas nessa população, como geriatras e seguradoras. Hoje, pelo menos quatro médicos já utilizam o Cérebro Ativo como forma de completar os cuidados com o paciente, segundo a ISGAME.

 

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