Tecnologia

Índia e China serão mais inovadores do que os EUA, diz pesquisa

Levantamento da Bloomberg indica que países emergentes são menos conservadores em relação a mudanças tecnológicas

Pesquisa: profissionais da área acreditam que China e Índia serão grandes centros tecnológicos até 2035 (Getty Images/Reprodução)

Pesquisa: profissionais da área acreditam que China e Índia serão grandes centros tecnológicos até 2035 (Getty Images/Reprodução)

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Maria Eduarda Cury

Publicado em 23 de julho de 2019 às 12h25.

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São Paulo - Noa próximos anos, a inovação tecnológica deve migrar de país. De acordo com uma pesquisa realizada pela Bloomberg, mais da metade dos 2 mil profissionais entrevistados, de 20 diferentes mercados, acreditam que a China e a Índia terão superado os Estados Unidos na inovação tecnológica mundial até 2035. Além disso, os países emergentes demonstraram ter mais confiança no impacto positivo da tecnologia para o mundo do que as nações com a economia desenvolvida.

Andrew Browne, diretor editorial do Fórum da Nova Economia Bloomberg, comentou que os países que ainda estão formando a sua economia apostam mais na tecnologia como um fator favorável. “Os países em desenvolvimento, em geral, veem a tecnologia mais como uma oportunidade, enquanto o mundo desenvolvido tem um maior senso de tecnologia como uma ameaça", disse Browne, em nota.

49% dos profissionais entrevistados dos mercados desenvolvidos acreditam que a China e a Índia se tornarão os grandes centros tecnológicos mundiais até a metade da década de 2030, enquanto 59% dos entrevistados em economias emergentes apostam que essas duas nações dominarão o setor.

Os países que apresentaram ter mais certeza dessa opinião foram a África do Sul (73% concordam), o Egito (69% concordam) e a Arábia Saudita (67% concordam). 39% de todos os entrevistados acreditam que o polo tecnológico será instalado em Pequim, capital da China.

Outra questão que foi levantada para os entrevistados foi a possibilidade de uma terceira guerra mundial - dessa vez, cibernética. 68% acreditam que existem muitas chances disso acontecer, e os países emergentes demonstraram temer mais essa previsão do que os desenvolvidos, mas mais da metade dos entrevistados em ambas as categorias se mostraram preocupados.

Sobre a questão do dinheiro físico, 52% acreditam que ele não será mais utilizado como meio de troca até 2035, e as nações emergentes se revelaram mais confortáveis em adotar essa mudança do que as consolidadas. Quase metade dos entrevistados de nações latino-americanas responderam acreditar que o dinheiro físico não existirá nas futuras sociedades em 2035.

Discussões como carros autônomos, inteligência artificial e mudanças climáticas também estiveram presentes. Os países ocidentais e orientais revelaram ter opiniões bem distintas sobre a chegada dos novos carros - os orientais possuem muito mais confiança nesse mercado. 72% dos entrevistados acreditam que a inteligência artificial não destruirá os empregos manuais, e 52% acreditam que o aumento do nível do mar pode apagar um país de baixa altitude até a década de 30.

A pesquisa foi realizada via Internet pela empresa de pesquisa de mercado Kantar. Os dados foram levantados em março de 2019 e entrevistou 2 mil profissionais de 20 diferentes áreas de atuação, calculando o nível de concordância e discordância dos grupos diante dos assuntos levantados.

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