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Google lança serviço para armazenar música em nuvem

'Google Music Beta' não terá acordo com gravadoras e permitirá ao usuário armazenar até 20 mil músicas

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A Google I/O 2011: Google Music Beta será gratuito (Google/Divulgação)

A Google I/O 2011: Google Music Beta será gratuito (Google/Divulgação)

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Fernando Mexía

Publicado em 10 de maio de 2011 às, 17h15.

Los Angeles - A gigante da internet Google lançou nesta terça-feira um sistema de armazenamento de música na nuvem que permite que o usuário baixe arquivos e acesse a biblioteca na rede através de novas aplicativos para dispositivos Android.

O Google Music Beta é similar ao apresentado pela Amazon em março, nasce sem a implicação das companhias fonográficas e, por enquanto, está disponível só nos Estados Unidos e unicamente através de convite, seguindo os passos do Orkut e do Google Wave.

A ferramenta chega no mercado com uma capacidade de 20 mil arquivos de música e, a princípio, será gratuita.

O serviço foi anunciado durante a conferência de desenvolvedores de software Google I/O 2011 que começou nesta terça-feira em São Francisco e está acessível através de tablets Android como parte da versão atualizada do sistema operacional Honeycomb 3.1, que já está disponível.

Através do programa, o usuário sincroniza toda a sua biblioteca com a nuvem e, em seguida, poderá acessar os arquivos em qualquer dispositivo, como smartphones e tablets.

O programa, disponível para PC e Mac, também conta com um player, que irá concorrer com o iTunes e o Windows Media Player, que cataloga as músicas em álbuns, estilos, artistas, entre outros. Assim, conforme as novas músicas são adquiridas, elas são automaticamente sincronizadas com sua pasta online e disponíveis, inclusive, sem conexão com a internet.

A Google optou por estrear o serviço de música apesar de que não satisfazer seus próprios objetivos, segundo reconheceu Zahavah Levine, que representou a empresa nas conversas com as empresas fonográficas para tratar de incorporá-las ao projeto.

"Estivemos negociando com a indústria para um conjunto diferente de aplicativos com resultados desiguais. Há duas grandes companhias que estavam menos focadas em inovação e mais em processar termos de negócio nada razoáveis e insustentáveis", disse Levine à revista "Billboard" na véspera do anúncio.

Não é a primeira vez que a Google lança um produto sem o respaldo explícito dos provedores de conteúdos.

A Google TV, plataforma para fundir televisão e internet, por exemplo, foi bloqueada pouco após seu lançamento no ano passado pelas principais cadeias de televisão dos Estados Unidos.

No entanto, a empresa segue desenvolvendo a ferramenta que a partir do meio deste ano contará com o mercado de aplicativos para Android.

Outra das novidades anunciadas nesta terça-feira pela Google foi seu serviço para o aluguel de filmes para Android, seguindo os moldes de sua plataforma para venda de livros.

O anúncio está em sintonia com o aluguel que a Google oferece através do YouTube, com um preço mínimo por filme de US$ 1,99 e um prazo de 24 horas para assisti-lo, que conta com um catálogo com sucessos como "O Discurso do Rei" e "A Origem".

Os filmes também podem ser assistidos online em tablets e celulares e, como ocorre com o Google Music Beta, o software incorpora uma função que permite download de filmes a esses dispositivos para poder desfrutá-los quando não houver conexão a internet, como nos aviões.

A Google adiantou que a aguardada nova geração do sistema operacional Android, apelidada de "Ice Cream Sandwich" (sanduíche de sorvete, em inglês), estreará antes do final de ano e unificará as características do software para tablets e celulares.

A empresa divulgou aos desenvolvedores na conferência alguns dos futuros projetos nos quais está trabalhando atualmente, como um sistema doméstico que permitirá conduzir os eletrodomésticos, a partir dos dispositivos sincronizados com o Android.

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