Tecnologia

Google combina equipes dos apps Maps e Waze em meio à pressão para cortar custos

Apesar da fusão, a gigante das buscas afirma que não haverá corte de funcionários

Waze e Maps juntos: união das operações deve evitar trabalho dobrado nos mapeados feito por ambos os serviços (Lionel Bonaventure/AFP)

Waze e Maps juntos: união das operações deve evitar trabalho dobrado nos mapeados feito por ambos os serviços (Lionel Bonaventure/AFP)

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André Lopes

8 de dezembro de 2022, 08h50

O Google revelou que vai combinar a equipe que trabalha no serviço de GPS Waze com o grupo que supervisiona o Maps, já que a gigante das buscas enfrenta pressão para simplificar as operações e cortar custos.

Assim, a empresa deve fundir mais de 500 funcionários do Waze com a organização Geo da empresa, braço que gerencia os produtos Maps, Earth e Street View, a partir de sexta-feira, 9, de acordo com uma porta-voz do Google.

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A CEO do Waze, Neha Parikh, deixará seu cargo após o período de transição, mas o Waze seguirá como um serviço autônomo e não planeja realizar nenhuma demissão como parte da reorganização.

O Google espera que a reestruturação reduza o trabalho de mapeamento sobreposto nos produtos Waze e Maps, disse a empresa.

Restruturação e aumento de produtividade

O CEO do Google  Sundar Pichai procurou áreas para melhorar a eficiência após um ano publicitário mais ameno. Em setembro, Pichai disse que queria que o Google se tornasse 20% mais produtivo e indicou que a empresa poderia fundir equipes trabalhando em produtos sobrepostos.

O fundo de hedge TCI Fund Management pediu à Alphabet que cortasse custos agressivamente no mês passado, escrevendo em uma carta à administração dizendo que achava que o número de funcionários da empresa era alto demais. Indicando uma das motivações para a decisão recente sobre o Waze.

De origem israelense, o Waze foi comprado em 2013 por US$ 1,1 bilhão, o quarto maior negócio do Google na época. A aquisição atraiu o escrutínio de reguladores, incluindo a Federal Trade Commission (FTC), que por fim, decidiu não contestar o negócio.

O Waze conta com 151 milhões de usuários ativos mensais, e é conhecido por manter dados de tráfego detalhados. A operação, que já contou com um recurso de caronas pagas, também tem um braço de publicidade, que expõe anúncios geolocalizados enquanto o usuário utiliza o aplicativo.

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