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Empresa chinesa se prepara para clonar memórias de animais de estimação

Clonagem de animais tem alto custo, mas a transferência de memórias ainda é um desafio

Animais de estimação: clonagem é polêmica e proibida em muitos países (Reprodução/Getty Images)

Lucas Agrela

Publicado em 9 de outubro de 2019 às 11h37.

Última atualização em 9 de outubro de 2019 às 11h42.

São Paulo – Desde que a ovelha Dolly foi clonada, em 1996, ficou provado que a humanidade aprendeu a recriar mamíferos biologicamente idênticos aos originais. Essa técnica é uma das principais responsáveis pelo crescimento anual de 6.9%, entre 2019 e 2024, do faturamento global do setor de biotecnologia animal , segundo estimativa da consultoria indiana Mordor Intelligence. Ainda assim, a clonagem de memórias não é possível atualmente. Um animal clonado desenvolve novas memórias e cria personalidade própria. Agora, uma empresa chinesa tenta resolver isso ao transferir as memórias de cães e gatos para novos corpos clonados.

Chamada Sinogene Biotechnology Company, a companhia trabalha para criar uma tecnologia que permita que os animais clonados sejam como os originais. A empresa considera o uso de técnicas de inteligência artificial, campo da tecnologia da informação que simula o funcionamento do cérebro, para armazenar as memórias dos bichos de estimação. As informações foram publicadas em uma reportagem do Global Times , um jornal controlado pelo partido comunista chinês.

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Apesar de ser controverso, o procedimento de clonagem já existe. Nos Estados Unidos, por exemplo, empresas como a Viagen Pets, baseada no estado do Texas, preservam o material genético de animais de estimação por 1.600 dólares. A clonagem, em si, sai mais cara. Para cães, o valor chega a 50 mil dólares. Gatos, custam 35 mil dólares. E os mais caros são os cavalos, que custam 85 mil dólares cada.

A Sinogene não informa uma estimativa para sua tecnologia de transferência de memórias de animais de estimação chegar ao mercado. Se a empresa conseguir esse feito, cães e gatos poderão "viver para sempre" em diferentes corpos, mas com as mesmas memórias e personalidade. Mas, além do desafio tecnológico, a clonagem de animais enfrenta resistências éticas no mundo e é proibida em muitos países, apesar de ser um procedimento permitido em países como Estados Unidos, China e Coreia do Sul.

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