5G em São Paulo; veja onde o sinal vai pegar

A cobertura do sinal 5G deve atingir 25% da área urbana da cidade
Expansão do 5G: as operadoras têm até 29 de setembro para instalar uma antena de 5G para cada 100 mil habitantes nas capitais brasileiras (Gutierrez-Juarez/Getty Images)
Expansão do 5G: as operadoras têm até 29 de setembro para instalar uma antena de 5G para cada 100 mil habitantes nas capitais brasileiras (Gutierrez-Juarez/Getty Images)
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Da redação

Publicado em 03/08/2022 às 06:45.

Última atualização em 08/08/2022 às 18:38.

Após ser liberado em Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre, o sinal da tecnologia 5G chega a São Paulo a partir de amanhã.

Segundo a Anatel, a ativação do sinal de forma faseada devido ao número expressivo de pedidos para instalação das antenas em todo o país, fato que superou o previsto no edital que autorizou o uso da nova tecnologia.

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Segundo as regras do edital, nessa primeira fase seriam necessárias, no mínimo, 462 estações ativadas até o dia 29 de setembro. Até terça-feira, 2,  a agência reguladora já havia recebido 1.378 pedidos de licenciamento na faixa de 3,5 GHz. O número corresponde a quase o triplo de antenas que deveriam ser instaladas na cidade até o final do ano.

A instalação das antenas vai permitir antecipar a chamada limpeza do espectro na faixa de 3,5 Giga-hertz (GHz), para o funcionamento do 5G puro, o standalone. A avaliação do Gaispi é que “como os pedidos superaram a quantidade prevista no edital, não vai haver problemas de interferência no sinal de antena parabólica, também na faixa de 3,5GHz”.

A estimativa do grupo é que a cobertura do sinal 5G deve atingir, nesse primeiro momento, 25% da área urbana de São Paulo.

"A maior concentração de antenas está no Centro Histórico, na região da Avenida Paulista e no Itaim Bibi. Já os bairros da Aclimação, da Mooca e do Brás, por exemplo, terão cobertura menor no início do processo", informou a Anatel.

A ativação da tecnologia nas capitais estava originalmente prevista para ocorrer até 31 de julho, mas o prazo foi prorrogado por mais 60 dias - possibilidade que já estava prevista no edital do 5G - em razão da escassez de equipamentos importados da China, necessários para barrar interferências no 5G de outros sinais de telecomunicação.

A agência informou ainda que foram instalados equipamentos para evitar interferências em 226 estações do Serviço Fixo por Satélite (FSS) e realizados testes para confirmar a operação livre de interferências.

(Com Agência Brasil)