50 startups: A AFRO.TV quer revolucionar o streaming com mais diversidade

Startup quer criar uma plataforma para exibir conteúdo criado e voltado para a comunidade negra no Brasil e já levantou 2 milhões de reais
AFRO.TV: empresa que revolucionar o streaming com mais diversidade (AfroTV/Reprodução)
AFRO.TV: empresa que revolucionar o streaming com mais diversidade (AfroTV/Reprodução)
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Rodrigo LoureiroPublicado em 26/02/2021 às 07:00.

Esta reportagem faz parte da série "50 startups que mudam o Brasil", publicada na EXAME. Conheça as demais empresas selecionadas 

A AFRO.TV tem uma missão ousada: ser a principal plataforma digital voltada para conteúdo negro no Brasil. Idealizada pelo por Paulo Rogério Nunes, David A. Wilson e Fabien Anthony, a startup está criando uma plataforma online que vai exibir talk shows e conteúdo jornalístico e de entretenimento, como filmes e documentários. Tudo com foco na diversidade.

“É um misto de streaming com agência criativa. E regado com análise de dados”, diz Nunes. “A ideia é tornar a AFRO.TV uma autoridade nesta audiência.”

Com sede em Salvador, o projeto nasceu ainda durante o fim do ano passado graças a um investimento de 2 milhões de reais feito pela AFAR Ventures. Para os próximos a meta e levantar mais 10 milhões de reais com outros fundos de capital de risco.

Não será uma missão simples. Segundo um levantamento da instituição financeira Silicon Valley Bank mostra que apenas 1% do valor aplicado por fundos de investimento americanos foi destinado a startups fundadas por pessoas negras.

O dinheiro deve ajudar a companhia a expandir sua programação e inclusive manter correspondentes em outras cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Para ganhar dinheiro, a aposta é na produção de conteúdo patrocinado para empresas, além da veiculação de publicidade e de patrocínios nas plataformas digitais da startup. “As marcas querem se comunicar com o público, mas não sabem como”, diz Nunes.

Mais do que gerar caixa, o negócio tem um aspecto social importante: fortalecer outros empreendimentos criados por pessoas negras. “O negócio já nasce com um propósito. O risco é grande, mas o mercado