Itaú lança plano de previdência com aporte mínimo de R$ 1

O produto investe em ativos de renda fixa e renda variável do Brasil e do exterior, além de uma posição em ouro. A taxa de administração é de 1,1%

Em tempos de crise econômica, fazer uma reserva de longo prazo torna-se uma tarefa mais árdua. Afinal, com a queda na renda familiar, o dinheiro que seria investido no longo prazo acaba sendo usado para pagar as contas do dia a dia. Isso explica por que os planos de previdência privada aberta tiveram um recuo de 3 bilhões de reais no patrimônio líquido, no acumulado de janeiro a maio, de acordo com  a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. “Algumas pessoas deixaram de fazer contribuições mensais para investir em produtos de maior liquidez, pois estão preocupadas com a perda do emprego”, explica Claudio Sanches, diretor de produtos de investimento e previdência do Itaú Unibanco.

Para estimular que as pessoas façam suas reservas financeiras de longo prazo – mesmo em tempos de crise – e democratizar o acesso aos planos de previdência, o Itaú vai lançar um produto cujo aporte mínimo mensal é de 1 real. “Esse plano tem vários vértices embaixo e, de acordo com a mudança do cenário econômico, a equipe faz a realocação do dinheiro automaticamente”, diz Sanches.

É um produto sofisticado que até então era vendido para clientes de média alta renda do Personnalité, mas que agora vai ser disponibilizado para o Uniclass. No plano, há ativos de renda fixa e renda variável do Brasil e do exterior, além de uma posição em ouro. A taxa de administração é de 1,1% e não há cobrança de taxa de performance. “A princípio, vamos distribuir apenas na plataforma do Itaú, mas depois pode ser que coloquemos em outros canais digitais”, afirma o executivo sobre plataformas de investimentos, tais como o BTG digital (que pertence ao mesmo controlador da Exame).

Sanches explica que, diferentemente de outras casas, a definição do perfil do cliente no Itaú se dá por carteira e não por produto. Pode parecer uma questão só de nomenclatura, mas isso possibilita que a carteira do cliente tenha um pouco de cada produto, dependendo se ele é moderado, conservador, arrojado ou agressivo. “Isso permite uma otimização do risco e retorno.”

Perguntado sobre como o plano de previdência teria se saído durante a queda brusca dos mercados em março, Sanches diz que o produto é igual à Carteira Itaú, com seus vértices embaixo de seu guarda-chuva. “A carteira teve rentabilidade negativa em março e em abril, e agora começa a se recuperar. Essa é a beleza do modelo. Estávamos posicionados em ativos brasileiros e em títulos americanos em dólar, o que minimizou as perdas”, diz.

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