Além das quadras: por que o beach tênis deve ser cada vez mais popular

A onda do beach tênis chega a academias e resorts no interior do país e já desponta como a febre do verão

O tênis convencional você já deve conhecer. É aquele jogado em quadras de piso sintético ou chão de saibro, num retângulo de 23 por 10 metros, com raquetes feitas de fibras de grafite ou carbono. É o mesmo que fez Gustavo Kuerten, o Guga, ficar mundialmente conhecido por levar para casa três troféus de Roland Garros. O que você talvez ainda não conheça é o beach tênis, uma variação do tênis tradicional que foi criada em 1987 na Itália e começou a se popularizar no Brasil há pouco mais de dez anos, com a criação da Confederação Brasileira de Beach Tennis ­— que começa a ­virar febre nacional.

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Etapa do campeonato brasileiro, no Rio de Janeiro: beach tênis raiz

Etapa do campeonato brasileiro, no Rio de Janeiro: beach tênis raiz (Moraes Paiatto/Getty Images)

O esporte é uma mistura do tênis tradicional com vôlei de praia e badminton. No beach tênis, as raquetes são de fibra de vidro e carbono, a rede que divide o campo fica mais distante do chão, a 1,60 metro de altura, e as quadras são ligeiramente menores: têm cerca de 16 por 8 metros de comprimento. O esporte também pode ser jogado em duplas, e o sistema de pontuação é o mesmo. Mas tente correr atrás da bolinha afundando os pés na areia e você vai sentir muita saudade da boa e velha quadra de terra.

A novidade é que o beach tênis está saindo das cidades com praias, como o Rio de Janeiro, e invadindo o asfalto de capitais e municípios do interior de outros estados. Promete, desde já, ser o esporte do verão. Em São Paulo, a onda já chegou a resorts de luxo e academias próprias, com aulas e aluguel de quadras.

“Como as pessoas não estão podendo viajar ao exterior, a procura por alternativas de lazer por aqui está aumentando”, afirma Jefferson Munhoz, diretor de marketing do Hotel e Golfe Clube dos 500, um resort de 600.000 metros quadrados localizado no Vale do Paraíba, no interior do estado.

O tíquete médio da diária no resort é de 1.250 reais por um apartamento duplo. Depois que voltou a receber clientes após a fase mais crítica da pandemia, o Clube dos 500 decidiu inaugurar seis quadras de beach tênis. “Observamos uma procura crescente pelo esporte por parte de nossos hóspedes e decidimos incluir as quadras no resort”, diz Munhoz. “As pessoas estão buscando esportes ao ar livre não só por causa do coronavírus, mas também por uma necessidade de sair de rotinas indoor, de dar uma pausa no home office.”

 (Arte/Exame)

Segundo a Confederação Brasileira de ­Beach Tennis, a modalidade já tem 5.000 atletas cadastrados em todo o país e a procura por parte de não atletas, os que apenas praticam de forma recreativa, vem crescendo. “Recebemos de dez a 12 e-mails por mês de pessoas procurando informações sobre como fazer uma quadra de beach tênis”, conta Jorge Bierrenbach, vice-presidente da confederação. “Um dos maiores atrativos dessa modalidade é que é um esporte muito fácil de começar a jogar em comparação com o tênis tradicional”, explica.

Uma pesquisa realizada neste ano pela confederação revela que, embora o beach tênis leve a praia até no nome, a maioria das pessoas joga em clubes. “O Brasil é privilegiado por ter belas praias e verão quase o ano inteiro, mas o crescimento da modalidade em cidades de estados como São Paulo e Minas Gerais é fantástico. As quadras brotam do chão”, exagera Bierrenbach.

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Uma das empresas que estão apostando no tênis de praia é o Posto 011, um centro esportivo de aluguel de quadras de areia inaugurado há três anos em São Paulo. Na capital paulista, o Posto 011 já conta com quatro unidades, onde é possível jogar vôlei de praia, futevôlei e, claro, beach tênis. A locação de 1 hora de quadra por lá varia de 160 a 200 reais. O espaço também oferece planos de aulas semanais, que giram em torno de 300 reais por quatro aulas durante o mês.

“Quando reabrimos, depois das medidas mais severas de isolamento, vimos um crescimento muito rápido. Hoje, temos 1.500 alunos no sistema”, diz Tatiana Valentim, sócia do clube. “O perfil de nossos alunos e clientes é misto, desde crianças até os mais velhos. O que essas pessoas têm em comum é o desejo de estar ao ar livre e jogar com os pés na areia. Mesmo na cidade.”

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