Shinzo Abe: suas reformas econômicas serão capazes de evitar uma nova recessão? (Kazuhiro Nogi/AFP)
Da Redação
Publicado em 12 de março de 2020 às 05h30.
Última atualização em 12 de março de 2020 às 05h30.
A mensagem de harmonia contida nos ideogramas que formam o nome da nova era do Japão, Reiwa, iniciada em maio de 2019 com a coroação do novo imperador Naruhito, destoa da inquietação e da ansiedade com que o país convive hoje. A terceira maior economia do mundo é exemplo de um país que foi do entusiasmo ao mal-estar em poucos meses. Se até o ano passado o Japão vinha conseguindo, mesmo aos trancos e barrancos, sair de uma armadilha de estagnação, deflação e queda nos salários, hoje ele se encontra novamente à beira da recessão. E a desaceleração ocorre justamente num momento em que a crise gerada pela epidemia do novo coronavírus ameaça até cancelar a Olimpíada, em Tóquio, e provocar forte desaceleração mundial.