Pacaembu Construtora: os lançamentos mais que sextuplicaram e a companhia também atingiu a marca de 100.000 casas vendidas (Pacaembu Construtora/Divulgação)
Editor de Invest
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 06h00.
Para a Pacaembu Construtora, 2025 confirmou uma rota traçada muito tempo antes. A construtora fechou o ano com 3,4 bilhões de reais em lançamentos, alta de 57%, e 3 bilhões em vendas líquidas, avanço de 44%. Desde 2020, os lançamentos mais que sextuplicaram. A companhia também atingiu a marca de 100.000 casas vendidas.
“A nossa indústria é de ciclo longo. Para desenvolver um produto, a gente leva, na média, 24 meses”, explica Victor Almeida, presidente do Conselho de Administração. O crescimento recente nasceu da decisão de cruzar as fronteiras de São Paulo entre 2019 e 2020, rumo ao Paraná, Mato Grosso, Triângulo Mineiro e agora Mato Grosso do Sul. A regra é respeitar o tempo de amadurecimento de cada praça. “A gente nunca desviou do foco”, diz.
A escolha dos mercados da Pacaembu obedece a critérios rígidos: terrenos planos, custo acessível, renda compatível e procura por casas. “A gente vai para as praças que têm menos resistência”, conta Almeida, referindo-se à disponibilidade de terra para o produto horizontal, núcleo do negócio, voltado ao Minha Casa, Minha Vida. É um modelo que exige aprovação urbanística complexa, mas atende ao que o brasileiro quer. “Sessenta e três por cento dos brasileiros desejam uma casa, e não um apartamento.”
Protegida em parte dos juros altos pelo crédito subsidiado, a Pacaembu não escapa do cenário macroeconômico. “O brasileiro passou por um processo de autoendividamento”, aponta, atribuindo o quadro a crédito fácil e pouco criterioso. No segundo trimestre de 2026, o número de casas vendidas caiu 5,5%, embora o valor geral de vendas tenha subido com o reajuste de preços.
A companhia chegou a mirar a Bolsa, mas viu a janela do IPO se fechar e não tem pressa de retomar o plano. Ao final do ano passado, tinha um caixa de 636 milhões de reais, o que reduz a necessidade de captação. “A gente vê essa ideia um pouquinho mais distante hoje do que a gente via lá atrás”, afirma Almeida sobre a abertura de capital. Por ora, o ciclo longo continua entregando seus frutos, sem depender da Bolsa.
