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Tesouros do Titanic: veja quais são os itens mais famosos já resgatados do naufrágio

Navio afundou há mais de um século, mas ainda guarda mistérios; entre peças achadas, violino e até carta de passageiro

Titanic (Elle Decor/Reprodução)

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Agência o Globo
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Publicado em 24 de junho de 2023 às 10h40.

O mais famoso naufrágio da história ocorreu em 1912, mas ainda hoje guarda muitos mistérios, gera fascínio entre o público e movimenta o turismo. Nesta semana, o caso do submersível que desapareceu em expedição até os destroços do Titanic chamou a atenção do mundo. Os cinco tripulantes morreram, e as autoridades afirmaram ser “impossível” recuperar os restos mortais dos passageiros.

Já no caso do navio, após mais de um século, alguns objetos relacionados a ele já foram descobertos. Encontrados no fundo do mar ou resgatados junto aos corpos das vítimas, eles são parte importante para entender a dimensão da tragédia — e até hoje viram objeto em leilões.

De violino até relógio e carta de tripulante, veja alguns dos itens do Titanic:

Violino de Wallace Hartley (1878-1912)

O violino do chefe de orquestra do Titanic foi encontrado dez dias após o naufrágio. Ele estava dentro de uma mala de couro, presa no corpo do violinista Wallace Hartley. O item foi presente da noiva de Hartley, Maria Robinson, e tinha uma pequena placa escrita: “Para Wallys, por ocasião de nosso noivado”. Uma vez resgatado, o instrumento permaneceu com ela até sua morte, em 1939. Depois, foi confiado ao Exército da Salvação.

Em 1940, no entanto, uma professora de música da instituição escreveu que era “quase impossível tocar (o violino), provavelmente por causa de sua vida movimentada”. O instrumento, então, foi dado a uma família, que o guardou no sótão na Inglaterra. Ele só voltou a ser encontrado em 2006 — e, em 2013, foi leiloado no Reino Unido por 900 mil libras (R$ 6,2 milhões, em valores já corrigidos pela inflação).

Relógio de funcionário

Um relógio foi encontrado junto ao corpo de Oscar Scott Woody (1871-1912), funcionário da rede postal do Titanic, também dez dias depois da tragédia. O item parou após ter caído na água gelada, e teve o vidro e a corrente folheada a ouro danificados. Ele foi devolvido à viúva do funcionário e, depois, arrematado por colecionadores particulares. Em 2022, foi vendido por R$ 595 mil.

Carta de passageiro

Um dia antes do Titanic afundar, o passageiro da primeira classe Alexander Oskar Holverson (1869-1912) escreveu uma carta endereçada à sua mãe. Nela, ele dizia: “Se tudo correr bem, chegaremos a Nova York na quarta-feira”. Ao todo, são três páginas em papel timbrado da White Star Line, empresa proprietária do navio. Ela foi encontrada dentro de um caderno que estava no bolso da roupa de Alexander.

Querubim de bronze

A famosa Grande Escadaria da primeira classe do Titanic era talhada à mão em madeira e tinha diversos vitrais e esculturas. Uma destas peças era um querubim dourado segurando uma luminária que, acredita-se, adornava o patamar superior. Em 1987, o item foi achado entre os objetos resgatados do local. Na ocasião, ele já estava sem o pé esquerdo, que pode ter se perdido com o impacto do navio no fundo do mar.

Menu da última refeição do Titanic

O menu do último almoço servido aos passageiros da primeira classe do Titanic é uma relíquia histórica. O cardápio foi salvo pelo passageiro Abraham Lincoln Salomon (1868-1959), uma das poucas pessoas que subiram a bordo de um bote salva-vidas quase vazio apelidado de Money Boat, onde só tinham milionários. Assinado no verso a lápis por outro passageiro, o item mostra que havia mais de 40 opções de pratos diferentes para o almoço.

Bracelete de Amy

Uma pulseira de ouro e prata de 15 quilates traz o nome de Amy escrito em diamantes. A peça foi regatada do fundo do mar em 1987. Entre as mais de 2,2 mil pessoas a bordo do navio, havia ao menos duas mulheres com este nome, sendo uma delas membro da tripulação. No entanto, até hoje a dona do bracelete segue desconhecida.

Colete salva-vidas

Um dos poucos coletes salva-vidas que restauram do Titanic foi guardado pelo médico americano Frank Blackmarr. Ele estava a bordo do navio RMS Carpathia, que ajudou no resgate dos 705 sobreviventes. O navio chegou ao local duas horas após a tragédia. Na ocasião, foram encontradas pessoas em estado de choque ou com hipotermia.

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