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Dolly Parton morreu após uma 'breve batalha contra o câncer', diz equipe da cantora

Artista foi internada quatro dias antes da morte e havia relatado problemas de saúde em sua última entrevista

Dolly Parton: cantora passou os últimos momentos cercada por seus entes queridos (LEON NEAL /AFP)

Dolly Parton: cantora passou os últimos momentos cercada por seus entes queridos (LEON NEAL /AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 21h49.

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Dolly Parton enfrentava uma batalha contra o câncer antes de morrer, aos 80 anos, nesta terça-feira, 25. A informação foi confirmada pela equipe da cantora à revista People e ao Page Six. 

A cantora morreu no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, em Nashville, nos Estados Unidos, onde estava cercada por familiares. Segundo comunicado divulgado por seus representantes, Parton enfrentou uma “breve batalha contra o câncer”. O tipo de câncer não foi divulgado.

A internação aconteceu na sexta-feira, 21, quatro dias antes de sua morte. Até então, as informações divulgadas sobre seu estado de saúde apontavam para problemas renais e questões autoimunes. A hospitalização ocorreu em meio a esses problemas, e o diagnóstico de câncer só foi confirmado após a morte.

Na última entrevista de Parton à People, publicada no mesmo dia em que foi internada, a cantora falou sobre problemas recentes de saúde, mas não mencionou o câncer.

“Como compartilhei em mensagens em vídeo ao longo do último ano, estou lidando com alguns problemas de saúde aos quais simplesmente não prestei atenção enquanto cuidava do Carl”, afirmou, em referência ao marido, Carl Dean, que morreu aos 82 anos em março de 2025.

Segundo o comunicado, a cantora passou os últimos momentos cercada por seus entes queridos.

O legado de Dolly Parter

Dolly Parton construiu uma carreira de mais de seis décadas que ultrapassou as fronteiras da música country. Cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, ela saiu de uma família pobre dos Montes Apalaches, no Tennessee, para se tornar uma das figuras mais conhecidas da cultura popular dos Estados Unidos.

Nascida em 19 de janeiro de 1946, em Locust Ridge, no Tennessee, Parton era a quarta de 12 filhos. Cresceu em uma família com poucos recursos e cercada pela música. A infância acabou servindo de inspiração para algumas de suas composições mais conhecidas, como “Coat of Many Colors”, lançada em 1971.

Parton começou a se apresentar ainda criança. Aos 10 anos, participava de um programa de televisão em Knoxville e, aos 13, fez sua primeira apresentação no Grand Ole Opry. Em 1964, depois de terminar o ensino médio, mudou-se para Nashville para seguir carreira profissional.

Entre suas principais músicas estão:

  • “Jolene” — lançada em 1973, tornou-se um dos maiores clássicos de sua carreira;
  • “I Will Always Love You” — escrita por Parton em 1973, quando decidiu encerrar sua parceria profissional com Porter Wagoner. A música ganhou projeção mundial quase duas décadas depois, quando foi gravada por Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas;
  • “9 to 5” — música-tema do filme de mesmo nome, lançado em 1980, no qual Parton também atuou. A canção chegou ao primeiro lugar das paradas pop, country e adult contemporary nos Estados Unidos;
  • “Coat of Many Colors” — inspirada em uma história da infância da cantora e lançada em 1971;
  • “Love Is Like a Butterfly” — chegou ao topo da parada country americana em 1974;
  • “Here You Come Again” — marcou uma fase de aproximação de Parton com o público pop, a partir de 1977;
  • “Joshua” — tornou-se, em 1971, o primeiro single solo da cantora a alcançar o primeiro lugar da parada country.

Além da carreira musical, Parton atuou no cinema em produções como 9 to 5, The Best Little Whorehouse in Texas e Steel Magnolias. Também gravou com artistas como Kenny Rogers, Emmylou Harris e Linda Ronstadt. Em 1987, lançou com Harris e Ronstadt o álbum Trio.

A artista também construiu negócios fora da música. Em 1986, tornou-se coproprietária do parque temático que passou a se chamar Dollywood, no Tennessee. Em 2007, criou sua própria gravadora, a Dolly Records.

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