BTS: Ministério Público investiga mudanças de estrutura no show do grupo em São Paulo (AFP)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 12h59.
O Ministério Público deu prazo de 48 horas para a Prefeitura de São Paulo, a empresa de venda de ingressos Ticketmaster Brasil e a organizadora Live Nation Brazil Concerts explicarem divergências entre os mapas dos shows do BTS no Brasil. A planta do Diário Oficial inclui os setores PIT 1 e PIT 2, ausentes do material apresentado aos consumidores.
O Ministério Público determinou que, em até 48 horas, a Prefeitura de São Paulo e as empresas Ticketmaster Brasil e Live Nation Brazil Concerts, responsáveis pela venda de ingressos e organização dos shows do BTS no Brasil, esclareçam as divergências entre o mapa divulgado para o evento e a planta publicada no Diário Oficial do município.
De acordo com o mapa divulgado no Diário Oficial, as apresentações teriam dois setores a mais, chamados "PIT 1" e "PIT 2", que não estão presentes no material apresentado aos consumidores durante a venda de ingressos. Além disso, a Promotoria do Consumidor investiga as mudanças nos telões para as apresentações.
O despacho foi assinado na última terça-feira, 20, pela Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital e determina que a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento explique o motivo de um mapa diferente ter sido publicado. Além disso, o órgão deverá encaminhar uma cópia da versão definitiva apresentada ao poder público municipal.
A prefeitura já confirmou em nota que recebeu a notificação do Ministério Público e que irá prestar os esclarecimentos solicitados dentro do prazo estipulado.
Além da prefeitura, a Ticketmaster Brasil e a Live Nation Brazil Concerts também devem explicar as mudanças e apresentar uma versão definitiva do mapa. De acordo com o MP, a medida tem o objetivo de assegurar o cumprimento da oferta, a transparência das informações e a proteção dos consumidores.
O Ministério Público solicitou esclarecimentos após o ARMY, fã-base do BTS, questionar a possível instalação de áreas VIPs próximas ao palco que não estavam à venda ou inclusas no Soundcheck Pacote VIP, que inclui ingresso na pista, entrada antecipada e passagem de som dos artistas.
O ingresso, que é o mais caro do evento, foi vendido a R$ 4.303 na modalidade inteira e R$ 3.678 com meia-entrada.
As manifestações públicas das empresas responsáveis pelo evento afirmam que o mapa anunciado será respeitado e que não haverá setores PIT nos shows. No entanto, a diferença entre o mapa oficial e o do Diário Oficial ainda não foi esclarecida.
O grupo também alerta sobre a diminuição no número de telões durante as apresentações no Brasil em comparação a outros países. Em nota à EXAME, a Live Nation explicou que os telões utilizados para a apresentação de São Paulo seguem o padrão definido para a turnê na América Latina.
A Promotoria tem considerado a possibilidade de que a planta publicada pela prefeitura de São Paulo tivesse finalidade técnica, operacional ou de segurança, ou que tenha ocorrido um erro na divulgação.
Além do pedido de esclarecimentos, o Ministério Público recomendou à Ticketmaster e à Live Nation que a disposição dos setores e as condições constantes do mapa divulgado durante a venda de ingressos seja cumprida.
As empresas também devem evitar criar setores destinados ao público, áreas reservadas a convidados ou terceiros, divisórias ou restrições de acesso que alterem substancialmente a configuração anunciada ou prejudiquem as condições oferecidas aos compradores de ingressos de Pista.
É importante notar que a recomendação ressalva estruturas necessárias por razões técnicas, operacionais ou de segurança.
O documento também recomenda que as organizadoras publiquem o mapa definitivo nos canais oficiais e em local de fácil acesso ao público, com identificação de áreas técnicas, operacionais, de segurança ou de acesso restrito.
Caso o cumprimento seja impossível por razões técnicas, de segurança ou outro motivo relevante devidamente justificado, as empresas devem comunicar a alteração aos consumidores de forma clara e antecipada.
Os fãs que não aceitarem a mudança terão direito ao reembolso integral dos valores pagos, com atualização monetária, sem prejuízo das demais alternativas previstas no Código de Defesa do Consumidor.
A planta publicada no Diário Oficial de São Paulo inclui os setores PIT 1 e PIT 2, que não aparecem no mapa apresentado aos consumidores durante a venda de ingressos.
A Prefeitura de São Paulo, a Ticketmaster Brasil e a Live Nation Brazil Concerts têm 48 horas para prestar esclarecimentos ao Ministério Público. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento também deve enviar uma cópia da versão definitiva apresentada ao poder público.
O ARMY, fã-base do BTS, questionou a possível instalação de áreas VIPs próximas ao palco que não estavam à venda nem incluídas no Soundcheck Pacote VIP. O pacote custou R$ 4.303 na modalidade inteira e R$ 3.678 com meia-entrada.
A Ticketmaster Brasil e a Live Nation Brazil Concerts afirmam que o mapa anunciado aos consumidores será respeitado e que não haverá setores PIT. A diferença em relação à planta publicada no Diário Oficial ainda não foi esclarecida.
O Ministério Público recomendou que a Ticketmaster Brasil e a Live Nation Brazil Concerts mantenham a disposição dos setores anunciada na venda e publiquem o mapa definitivo em seus canais oficiais. Estruturas necessárias por razões técnicas, operacionais ou de segurança são ressalvadas.
Sim. Segundo o documento do Ministério Público, os consumidores que não aceitarem uma mudança justificada terão direito ao reembolso integral, com atualização monetária, além das demais alternativas previstas no Código de Defesa do Consumidor.