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WPP compra Grey Global e reacomoda mercado publicitário mundial

Acordo cria companhia com faturamento mundial de US$ 8,8 bilhões e pressiona sua concorrente Havas, que faturou 2 bilhões em 2003

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 3 de junho de 2011 às 10h57.

O grupo britânico de mídia e publicidade WPP aceitou pagar 1,52 bilhão de dólares pela aquisição de sua concorrente Grey Global Group. A fusão marca a consolidação mundial do mercado publicitário, agora concentrado nas mãos de três grandes grupos: WPP, Omnicom e Havas. A incorporação do Grey pelo WPP deverá ser concluída até dezembro de 2006.

Com o negócio, o WPP passa a disputar ombro a ombro a liderança do mercado publicitário com a Omnicom. Se a fusão já tivesse ocorrido no ano passado, o WPP teria faturado o equivalente a 8,8 bilhões de dólares, contra 8,6 bilhões do Omnicom. Sediado em Londres, o WPP controla poderosas agências de publicidade com atuação mundial, como a Ogilvy&Mather, J.Walter, Thompson e Y&R. Já as armas da Omnicom, instalada em Nova York, são as agências BBDO, TDWA e DDB.

O negócio também garantirá o acesso do WPP a grandes anunciantes, cujo relacionamento com o Grey Group data de muitos anos, segundo o americano The Wall Street Journal. É o caso da Procter&Gamble, que já deu sinal verde para a fusão. Segundo a empresa, não há problemas em sua estratégia publicitária estar nas mãos do WPP, que também cuida das contas de concorrentes como a Unilever.

O grupo Havas, sediado em Paris, é o maior perdedor com a fusão entre o WPP e o Grey. Com 2 bilhões de dólares de faturamento anual, o grupo francês tornou-se a menor das grandes companhias publicitárias que atuam no mundo. Para evitar que sua posição se enfraquecesse demais, o Havas também disputou a compra do Grey em conjunto com outros investidores. A companhia francesa controla as agências Euro e RSCG, entre outras.

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