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Uma empresa de reciclagem de SP vai à COP de Dubai defender que plástico usado não vá para o lixão

Com faturamento na casa dos 30 milhões de reais, Trevo Reciclagem, de Embu das Artes (SP), foi convidada para falar na principal conferência para frear o aquecimento global, que começa nesta quinta, 30/11, em Dubai

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Adilson Velasco e Priscila Zacharias, da Trevo Reciclagem: mensagem ativista na COP de Dubai (Divulgação)

Adilson Velasco e Priscila Zacharias, da Trevo Reciclagem: mensagem ativista na COP de Dubai (Divulgação)

A 28ª edição da Conferência das Partes, a COP, evento da Organização das Nações Unidas (ONU) para discussão de medidas contra o aquecimento global, começa nesta quinta, 30, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Até o dia 12 de dezembro, o mundo inteiro voltará os olhares para o que governos, empresas e sociedade civil estarão discutindo a respeito do clima em Dubai.

O evento terá um significado especial para a Trevo Reciclagem, uma empresa de Embu das Artes, na Grande São Paulo, com um faturamento anual na casa dos 30 milhões de reais.

Dedicada à reciclagem de plásticos descartados por consumidores e que iriam para lixões ou aterros sanitários, a Trevo será uma das poucas PMEs a embarcarem para Dubai e levarem para lá uma solução para resolver uma parte importante do problema ambiental do planeta.

O que faz a Trevo

O negócio da Trevo é aproveitar embalagens descartadas de:

  • produtos de limpeza
  • cosméticos
  • alimentos
  • utensílios domésticos
  • caixas
  • galões

A Trevo compra o material com cooperativas de catadores de resíduos. Depois disso, o material é triado, moído e lavado. Ao virar praticamente um farelo já livre da contaminação por outros materiais, o plástico é vendido a indústrias com alguma pegada de sustentabilidade na cadeia produtiva.

Esse farelo de plástico é então aquecido para virar novamente um material bom para compor embalagens, caixas e produtos semelhantes.

À frente da Trevo estão os empreendedores Priscila Zacharias, CEO da empresa, e Adilson Velasco, responsável pela prospecção de vendas e novas oportunidades de negócios.

Os dois abriram a empresa em 2018 tendo como premissa fazer a parte deles para resolver o enorme problema ambiental do planeta, que precisa urgentemente reduzir a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa.

A produção convencional de plástico é uma das principais vilões do efeito estufa ao utilizar o petróleo, um combustível fóssil e poluente, como matéria-prima.

"Processos de reciclagem do plástico já descartado e que iriam para os lixões ajudam, então, o planeta a depender menos do petróleo para este fim", diz Zacharias.

Nas contas da Trevo, por ano a empresa recicla 10.000 toneladas deste material.

"Fazemos isso dentro das práticas ESG, ou seja, procuramos garantir que os resíduos que descaracterizam sejam de origem confiável, que tenham sido coletados de forma digna", diz Velasco.

O que os empreendedores vão falar em Dubai

Um ponto de virada importante na história dos dois empreendedores veio na metade deste ano, quando a Trevo aderiu ao Pacto Global, uma rede da ONU para engajar empresas nos esforços para frear o aquecimento global.

Em função da participação da Trevo no Pacto Global, os empreendedores foram convidados para falarem a respeito do trabalho deles em quatro painéis da COP-28 em Dubai relacionados à cadeia do plástico.

Eles acompanharão a delegação brasileira, que neste ano deverá ter 1.500 representantes do governo, empresas e sociedade civil.

"Assistimos a vários painéis das COP’s anteriores, e percebemos que várias empresas que participaram, inclusive brasileiras, focaram muito na autopromoção e perderam a oportunidade de provocar debates e reflexões relevantes", diz Zacharias, que promete uma participação ativista na COP deste ano.

"Queremos mostrar as dificuldades de ser ESG, onde falta o básico", diz Velasco.

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