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Sindicalistas se reúnem na Câmara para discutir crise no setor automotivo

Audiência Pública abordará efeitos de paralisações e encerramentos das fábricas no Brasil

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Logo após anúncio de fechamento das fábricas, funcionários da Ford protestaram em frente à empresa (Roosevelt Cassio/Reuters)

Logo após anúncio de fechamento das fábricas, funcionários da Ford protestaram em frente à empresa (Roosevelt Cassio/Reuters)

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Gabriel Aguiar

Publicado em 25 de novembro de 2021 às, 06h00.

Última atualização em 3 de março de 2022 às, 10h20.

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As fábricas da Ford fecharam no início deste ano, mas o tema será levado para Audiência Pública na Câmara dos Deputados – que abordará o encerramento e suspensão das atividades de empresas do setor automotivo durante a pandemia. E a discussão está marcada para 9h30 desta quinta-feira, 25, para tratar dos impactos da desindustrialização nos empregos e na arrecadação.

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No requerimento do deputado Vicentinho (PT), foi anexada uma nota publicada pelo Departamento Intersindical, de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que indica a redução de 24,5% dos postos de trabalho entre outubro de 2013 e dezembro de 2020, quando o setor automotivo passou de 159.648 empregos diretamente vinculados à indústria para 120.538 pessoas.

Havia mais de 30 mil desempregados no setor, incluindo os ex-funcionários da Ford, desligados em 2019, após o fechamento da linha de montagem em São Bernardo do Campo (SP), de acordo com o documento redigido no mês de maio. No caso da empresa norte-americana, o parlamentar ainda diz existir compromissos firmados por mais quatro anos devido aos benefícios fiscais.

“Essas empresas pactuaram compromissos em acordos internacionais, com vantagens tributárias, de logística e trabalhistas, a exemplo da Ford, que tem instrumento com validade até 2025 no Brasil e obrigações com os trabalhadores firmadas em instrumentos de negociação coletiva vigentes”, diz o deputado no texto para Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

O parlamentar indica ser necessário avaliar as consequências de rupturas antecipadas dos acordos e seus desdobramentos – com participação de trabalhadores, setor empresarial, órgãos fiscalizadores e especialistas –, já que o Dieese afirma que, no caso da Ford, além de 5 mil empregos diretos, mais de 113 mil postos são impactados e custam 3 bilhões de reais à arrecadação anual.

Entre os convidados há Luis Carlos Moraes, da Anfavea; Aroaldo Oliveira da Silva, da Industrial Brasil; Cláudio Batista da Silva Junior, do Sindicado dos Metalúrgicos de Taubaté e Região; Erick Pereira da Silva, da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT-SP; Fausto Augusto Júnior, do Dieese; e Ronaldo Lima dos Santos, da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical.

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