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Sindicalistas dizem que carta de Parente não surtiu efeito

Presidente da Petrobras divulgou carta na qual afirma que paralisação dos petroleiros marcada para quarta não vai contribuir para acabar com crise

Pedro Parente: lista de reivindicações dos petroleiros inclui a demissão do presidente da Petrobras (Bruno Kelly/Reuters)

Pedro Parente: lista de reivindicações dos petroleiros inclui a demissão do presidente da Petrobras (Bruno Kelly/Reuters)

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Fernanda Nunes, do Estadão Conteúdo

28 de maio de 2018, 17h34

Rio - Sindicalistas realizaram manifestações nesta segunda-feira, 28, já em preparação à greve de advertência marcada para a próxima quarta-feira, 30.

Por enquanto, o protesto se limitou a um atraso na troca do turno da manhã. Além disso, representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) se mantêm na porta de refinarias mobilizando empregados a aderir à paralisação desta semana.

Pela manhã, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, divulgou uma carta na intranet da empresa na qual afirma que a paralisação não vai contribuir para acabar com a crise gerada pela greve dos caminhoneiros.

Mas, segundo o diretor de Comunicação da FUP, Alexandre Finamori, o comunicado não surtiu efeito entre os funcionários. "A categoria está bem mobilizada", disse.

A decisão de cruzar os braços na próxima quarta-feira foi comunicada pela FUP à diretoria da petroleira no sábado. A lista de reivindicações inclui a demissão de Parente, além de outros quatro pontos: a redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; a manutenção de empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim da importação de derivados de petróleo; e a desmobilização do programa de venda de ativos promovido pela atual gestão da estatal.

No comunicado, ainda contesta a presença de unidades das Forças Armadas em instalações da Petrobras.