Sem plano de saúde? Ticket oferece consulta por R$ 35 e seguro internação

Conhecida pelo vale-refeição, Ticket relança benefício de saúde com custo a partir de 9,90 reais por usuário e foca em pequenas e médias empresas sem plano
Consulta médica: serviço da Ticket oferece consulta a 35 reais (./Thinkstock)
Consulta médica: serviço da Ticket oferece consulta a 35 reais (./Thinkstock)
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Mariana DesidérioPublicado em 05/11/2020 às 08:39.

A empresa de benefícios Ticket, da multinacional Edenred, conhecida pelo vale-refeição, está relançando seu benefício de saúde. O serviço serve como alternativa para empresas que não conseguem oferecer plano de saúde para seus funcionários. O relançamento, com mais funcionalidades vem, em um momento importante do setor, com maior preocupação da população com a saúde e muitas empresas em dificuldades financeiras por conta da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

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O benefício de saúde da Ticket existe desde 2018. Ele funcionava como um cartão pré-pago que o funcionário poderia usar em exames e consultas médicas. Na nova versão, o benefício oferece mais serviços e é acessado através de uma plataforma, que inclui acesso a rede de médicos, laboratórios, consultas via telemedicina, marketplace para compra de medicamentos e até seguro em caso de internação.

O benefício tem quatro diferentes pacotes para as empresas clientes, com preços a partir de 9,90 ao mês por usuário. Além do valor do serviço, a empresa pode incluir crédito para uso dos funcionários. Para a empresa que quiser permitir que o beneficiários realize uma média de duas consultas e até três exames ao ano, a Ticket recomenda a inserção de 15 reais mensais na conta do beneficiário. A quem quiser oferecer um pacote mais completo ao colaborador, a companhia recomenda um saldo mensal de 50 reais por funcionário.

Outra novidade são os pacotes para atendimento emergencial em hospitais (que estão temporariamente suspensos por conta da pandemia da covid-19). No modelo mais completo, os beneficiários contam também com seguro para internações. Nesse caso, se houver necessidade de uma internação, ele recebe o reembolso de algum valor por cada diária utilizada, o que deve ajudá-lo a pagar a conta total da internação.

Na nova fase, o benefício trabalha em parceria com a startup VidaClass, que fica responsável pela ponte com os prestadores de serviço. A parceria ampliou a rede de parceiros, o que era um freio para o desenvolvimento do produto no modelo anterior. Agora, o benefício tem cobertura nacional, com presença em todos os estados e 13.000 pontos ativos e 450 mil procedimentos por até 100 reais.

A rede de hospitais credenciada inclui a rede Amil, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz,  Beneficência Portuguesa, dentre outros. O preço por consulta também diminuiu. Antes ia de 60 a 90 reais. Agora, a consulta mínima custa 35 reais, e não há preço máximo, o que permite a consulta a médicos de referência, mais caros.

Pequenas e médias empresas

O público alvo do benefício são pequenas e médias empresas que não conseguem oferecer planos de saúde para seus funcionários. Outro alvo da solução são as grandes empresas que não oferecem plano de saúde par todos os colaboradores.

“A construção desse produto vem da constatação de que o benefício de saúde é o mais valorizado pelos funcionários. Mas as empresas sofrem muito com o custo dos planos. Nosso benefício vem preencher essa falta de alternativa para as áreas de recursos humanos que querem dar algum benefício de saúde, mas que não quebre a empresa”, diz Charles Boussion, gerente de inovação e mercados estratégicos da Ticket.

Na nova fase, o benefício trabalha em parceria com a startup VidaClass, que fica responsável pela ponte com os prestadores de serviço. Através de negociações com esses prestadores, a Ticket consegue oferecer consultas médicas com preço a partir de 35 reais, valor abaixo do de uma consulta particular, mas acima do valor pago por alguns planos de saúde aos médicos.

A avaliação da Ticket é de que o mercado de saúde tem grande potencial para benefícios do tipo no Brasil. Isso porque apenas 46 milhões de brasileiros têm planos de saúde, e a pandemia ampliou a busca por serviços de saúde.