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Saudades de NY? United Airlines amplia número de voos e preço está baixo

Ainda há restrições de voos e fronteiras fechadas entre alguns países, mas diretora da United diz que Brasil é essencial para a retomada da aérea

NY: Trump e Barr estão tentando castigar as cidades que permitem à população expressar opiniões que eles não gostam (Bloomberg/Divulgação)

NY: Trump e Barr estão tentando castigar as cidades que permitem à população expressar opiniões que eles não gostam (Bloomberg/Divulgação)

Karin Salomão

Karin Salomão

Publicado em 12 de dezembro de 2020 às 08h00.

Última atualização em 14 de dezembro de 2020 às 20h05.

A United Airlines aposta na retomada das viagens entre o Brasil e os Estados Unidos. A companhia aérea, que manteve ao menos uma rota diária entre os dois países mesmo nos piores meses da pandemia, irá aumentar ainda mais a frequência de viagens. Ainda que os casos de contaminação por coronavírus continuem subindo em ambos os países, a empresa terá oito voos por semana a partir de dezembro e prevê ampliar ainda mais a oferta a partir de janeiro. 

"O Brasil é um dos mercados mais estratégicos da malha internacional para a United", diz Jacqueline Conrado, diretora de vendas da companhia aérea para o Brasil. De acordo com ela, em crises anteriores do setor aéreo o Brasil e a América Latina puxaram a recuperação - foi assim depois da crise de 2008. "Nunca vimos uma crise como essa, mas a premissa se confirma e o Brasil continua importante para a retomada", diz Conrado.

Ainda há restrições de voos e fronteiras fechadas entre alguns países. Pessoas que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias ainda não podem viajar livremente para os Estados Unidos, embora não haja restrições para a vinda de americanos ao Brasil. Certos países também exigem testes negativos para covid-19 e, dependendo do aeroporto nos Estados Unidos, é necessário fazer uma quarentena de duas semanas ao desembarcar - o que não é necessário nos aeroportos para os quais a United voa a partir do Brasil.

No momento, o maior fluxo de passageiros entre os dois países é de amigos e familiares. São pessoas que viajam para visitar pais ou filhos e até migrantes que estão se mudando, diz a diretora. 

 

Mudanças nas vendas

Uma das principais mudanças para a United foi a maior flexibilidade. "O cenário muda a todo momento, então eliminamos a cobrança da taxa de alteração de voos e estendemos a validade dos pontos do programa de milhagens", diz Conrado. Outra alteração foi aumentar o número de parcelas possíveis no pagamento das passagens, de cinco para até dez parcelas. 

Como o real está muito desvalorizado em relação ao dólar, e o câmbio ainda está muito instável, foi necessário facilitar o pagamento para os turistas. Apesar do aumento do preço do dólar, as passagens estão bem mais baratas do que antes da crise, afirma a diretora. A ideia do preço menor e de promoções é estimular as viagens tanto domésticas quanto internacionais na United Airlines.

 

Aumento da frequência

Até fevereiro, eram cinco operações diárias entre o Brasil e os Estados Unidos; voos entre os aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro, e, nos Estados Unidos, Newark, um aeroporto em Nova York, e as cidades de Chicago, Washington e Houston.

Com a chegada da crise do coronavírus no Brasil e nos Estados Unidos, a United decidiu manter pelo menos um voo diário entre os dois países. "Fomos a única companhia a manter voos para os Estados Unidos durante alguns meses. E foi uma operação sustentável, até do ponto de vista financeiro", diz Conrado.

Atualmente, há três voos entre São Paulo e Nova York por semana e, a partir de dezembro, serão cinco voos semanais. Já em janeiro serão voos diários entre as duas cidades. Já o voo entre Galeão e Houston retornou no início de novembro, com três frequências semanais. Essas alterações na malha estão sendo feitas com pouca antecedência, diz a diretora, já que não há previsibilidade para os próximos meses durante a crise do coronavírus.

 

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