Chinesa DiDi compra a 99, o primeiro unicórnio brasileiro

Valorizada em 1 bilhão de dólares ao ter seu controle adquirido pela DiDi Chuxing, a 99 torna-se o primeiro unicórnio brasileiro

99: não é a primeira investida da DiDi na empresa brasileira (99/Divulgação)

99: não é a primeira investida da DiDi na empresa brasileira (99/Divulgação)

Karin Salomão

Karin Salomão

Publicado em 2 de janeiro de 2018 às 16h58.

Última atualização em 27 de março de 2018 às 17h37.

São Paulo — A DiDi Chuxing, empresa chinesa de aplicativos de transporte, acaba de adquirir o controle da brasileira 99.

A aquisição foi fechada por cerca de 960 milhões de dólares e avalia a brasileira em 1 bilhão de dólares, segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo. O negócio faz, da 99, o primeiro unicórnio – startup com valor superior a 1 bilhão de dólares – brasileiro.

A EXAME, a companhia disse que "a respeito das informações de mercado publicadas hoje, 2, pela imprensa, a 99 informa que se manifestará no momento oportuno".

Não é a primeira investida da chinesa na 99. Em janeiro do ano passado, ela comprou uma participação minoritária na empresa por cerca de 100 milhões de dólares, ou 320 milhões de reais na cotação da época.

Em rodadas anteriores, a 99 já havia recebido investimentos dos fundos Monashees, Tiger Global e Qualcomm Ventures. Agora, a DiDi adquiriu o controle da companhia brasileira.

Na China, a DiDi, que também começou como um aplicativo de táxis, agora oferece transporte com carros particulares e ônibus compartilhados, além de aluguel de carros, test drive de veículos e transporte corporativo.

Em agosto do ano passado, a DiDi adquiriu o controle da operação chinesa da Uber. Pelo acordo fechado entre as duas empresas, as duas marcas continuariam existindo e a Uber teria uma fatia de 5,89% na nova companhia.

Já em dezembro, a chinesa recebeu um investimento de 4 bilhões de dólares da companhia japonesa Softbank e do Mubadala, fundo estatal de Abu Dhabi.

A própria Softbank fez um grande investimento na Uber, com a compra de uma participação de 17,5%, que avalia a empresa em 48 bilhões de dólares.

A concorrência entre os aplicativos, com investimentos de grandes empresas, está cada vez mais acirrada.

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