Negócios

QI Tech passa a valer US$ 1 bi e se torna 26º 'unicórnio' brasileiro

É a segunda vez em dois anos que uma empresa nacional chega a tal valor devido à seca do capital de risco mundialmente, puxada pela alta de juros nos Estados Unidos

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Agência de notícias

Publicado em 27 de abril de 2024 às 08h42.

Priorizar nos meus resultados Google

A startup de soluções financeiras QI Tech recebeu uma extensão do aporte de R$ 1 bilhão recebido em outubro do ano passado, o que levou o negócio ao status de "unicórnio", como são chamadas as empresas que valem mais de US$ 1 bilhão. A QI Tech tornou-se a 26ª startup brasileira a alcançar esse nível de valor de mercado. É a segunda vez em dois anos que uma empresa nacional chega a tal valor, devido à seca do capital de risco mundialmente, puxada pela alta de juros nos Estados Unidos.

O novo aporte recebido pela startup é de US$ 50 milhões (R$ 260 milhões) e foi liderado pelos mesmo investidores da última rodada, General Atlantic e Across Capital. A nova captação acontece depois de a QI Tech ter comprado, por valor não revelado, a plataforma de investimentos Singulare. A operação adicionou cerca de R$ 100 bilhões de ativos sob gestão ao negócio.

A startup opera oferecendo serviços de bancarização para diferentes segmentos. Ela fornece a tecnologia do aplicativo Vivo Money, por exemplo, uma carteira digital da operadora de telefonia móvel que utiliza a infraestrutura tecnológica da QI Tech para oferecer recarga de créditos de celular, cashback (dinheiro de volta em compras), pagar boletos e fazer transferência via Pix. Demais soluções vendidas incluem proteções antifraude e crédito. A empresa tem clientes como 99, QuintoAndar e Shopee.

Símbolo de uma mudança no perfil buscado por investidores de capital de risco, a empresa não integra o grupo de startups que buscam lucratividade a longo prazo. A QI Tech foi uma das primeiras startups a conseguir rating nacional A+ da agência de classificação de risco Fitch e opera como sociedade direta de crédito, além de ter licença de distribuição de ativos mobiliários. A startup diz ser lucrativa desde o primeiro ano de operação.

Outro negócio que atingiu o patamar de valor de US$ 1 bilhão no último ano foi a Pismo, comprada pela Visa. No entanto, a aquisição foi integral, diferentemente do que acontece com os unicórnios, que vendem parcelas do negócio aos investidores a cada aporte. Em 2022, apenas duas startups do Brasil passaram a valer US$ 1 bilhão, a Dock (de tecnologia para serviços financeiros) e a Neon (instituição financeira de pagamentos).

Acompanhe tudo sobre:Startups

Mais de Negócios

Eles começaram ganhando comida grátis. Hoje faturam milhões procurando o 'hamburguer perfeito'

Esta família do Nordeste é dona de 12 mil imóveis, fatura R$ 1,5 bilhão e vai chegar em SP

Startup de US$ 5 bilhões quer virar braço direito de gigantes do Brasil e encurtar meses de trabalho

De trainee a CEO global da Coca-Cola: os planos de Henrique Braun para a gigante de US$ 48 bilhões