Negócios

Petrobras anuncia venda de 5% em Búzios por US$ 2,08 bi à chinesa CNOOC

O impacto na curva de produção da Petrobras com a venda da fatia em Búzios, segundo maior produtor de petróleo do Brasil, só iniciará após o fechamento da transação

Petrobras: o valor será recebido à vista pela empresa estatal no fechamento da operação (Sergio Moraes/Reuters)

Petrobras: o valor será recebido à vista pela empresa estatal no fechamento da operação (Sergio Moraes/Reuters)

R

Reuters

Publicado em 29 de setembro de 2021 às 14h28.

Última atualização em 29 de setembro de 2021 às 14h55.

A Petrobras informou nesta quarta-feira sobre acordo para vender à parceira chinesa CNOOC parcela adicional de 5% no contrato de partilha de produção do excedente da cessão onerosa no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, por 2,08 bilhões de dólares.

O impacto na curva de produção da Petrobras com a venda da fatia em Búzios, segundo maior produtor de petróleo do Brasil, só iniciará após o fechamento da transação, não sendo esperada qualquer interferência na meta de extração de 2021, disse a empresa.

A opção de compra pela parceira de fatia adicional no megacampo de Búzios já estava prevista no contrato assinado após o leilão do volume excedente ao contrato de cessão de cessão onerosa, em 2019, disse a Petrobras.

A ação preferencial da Petrobras operava em alta de 1,3% logo após abertura, enquanto o Ibovespa ganhava 0,35%.

No leilão, a CNOOC havia comprado 5% de participação, enquanto outra chinesa, a CNODC, também adquiriu 5%, ficando a Petrobras até aquela oportunidade com 90% no ativo.

Um porta-voz da CNOOC não estava imediatamente disponível para comentário.

O valor será recebido à vista pela Petrobras no fechamento da operação e inclui 1,45 bilhão de dólares em compensação, sujeito aos ajustes previstos no contrato, e 630 milhões de dólares pelo reembolso do bônus de assinatura.

A CNOOC disse no início desta semana que planejava levantar até 35 bilhões de iuanes (5,41 bilhões de dólares) em uma nova emissão de ações na bolsa de valores de Xangai para financiar vários projetos de petróleo e gás.

O negócio de Búzios requer a aprovação do órgão antitruste Cade, do regulador de petróleo ANP e do Ministério de Minas e Energia.

Localizado no pré-sal da Bacia de Santos, Búzios fica atrás apenas de Tupi entre os maiores produtores de petróleo. Segundo dados da ANP, bombeou em média 569.648 barris por dia em julho.

  • Quais são as tendências entre as maiores empresas do Brasil e do mundo? Assine a EXAME e saiba mais.
Acompanhe tudo sobre:ChinaIndústria do petróleoPetrobrasPetróleoPré-sal

Mais de Negócios

Os engenheiros da saúde: como essa startup quer evitar perdas financeiras nos hospitais

IBM aposta em padrões abertos para incentivar o uso em escala da IA

Como a Renova Invest se mantém entre as melhores assessorias há 5 anos

Para além da Heineken na hora do aperto: o Rappi Turbo quer virar o seu próximo mercadinho de bairro

Mais na Exame