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Perspectiva para bancos no Brasil é negativa, aponta Moody's

Por outro lado, agência de classificação de risco entende que medidas de estímulo do governo são "oportunas" e "equilibradas" para garantir liquidez

Dinheiro: volume geral de negócios, ainda segundo a instituição, deve cair à medida em que a economia se contrai (Fotopoly/Getty Images)

Dinheiro: volume geral de negócios, ainda segundo a instituição, deve cair à medida em que a economia se contrai (Fotopoly/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de abril de 2020 às 14h43.

Última atualização em 17 de abril de 2020 às 15h01.

A agência de classificação de risco Moody's cortou sua perspectiva para o sistema bancário do Brasil de estável para negativa, considerando os impactos da crise trazida pelo novo coronavírus no setor. De acordo com a Moody's, as condições operacionais dos bancos devem se deteriorar nos próximos 12 a 18 meses, prejudicando a qualidade dos ativos.

O volume geral de negócios, ainda segundo a instituição, deve cair à medida em que a economia se contrai.

"A queda inesperada da atividade econômica, o declínio da renda familiar e o aumento do desemprego prejudicarão a qualidade dos ativos dos bancos e diminuirão a capacidade de pagamento dos mutuários, aumentando os empréstimos problemáticos e os custos de crédito dos bancos", diz Ceres Lisboa, vice-presidente da Moody's, em nota.

"A demanda por crédito e os volumes gerais de negócios diminuirão, pesando sobre as receitas bancárias. A desaceleração também torna mais provável a persistência de baixas taxas de juros por um período prolongado", completa.

Por outro lado, a agência de classificação de risco entende que as medidas de estímulo econômico anunciadas recentemente pelo governo federal, classificadas pela Moody's como "oportunas" e "equilibradas", ajudam a sustentar a liquidez dos bancos e que a sólida capitalização fornece um amortecedor contra as perdas.

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