Para a Visa, os dispositivos conectados à internet são a próxima fronteira

Segundo Fernando Teles, presidente da Visa no Brasil, o número de pagamentos por aproximação aumentou com a pandemia do novo coronavírus

A pandemia do novo coronavírus alterou a forma como os brasileiros usam os meios de pagamento. Por causa do risco de contágio da doença, as pessoas têm dado preferência a transações presenciais que não precisam de contato. Basta aproximar o celular ou o cartão que usa a tecnologia near field communication da maquininha, e o valor é transacionado. “A maior educadora do pagamento por aproximação foi a pandemia”, diz Fernando Teles, presidente da Visa no Brasil, durante a live realizada pela EXAME, nesta quarta-feira, 15 (confira a entrevista abaixo na íntegra).

O pagamento por aproximação já vinha crescendo, graças ao uso da tecnologia nas estações de metrô do Rio de Janeiro e em algumas linhas de ônibus em São Paulo. Mas ganhou tração durante a pandemia — especialmente depois que o valor máximo transacionado sem senha passou de 50 reais para 100 reais. “As pessoas já estavam acostumadas a usar o cartão para compras maiores, mas nas pequenas usavam dinheiro, pois era mais prático. Agora, isso está mudando.”

Atualmente, 92% dos pagamentos na Austrália são feitos por aproximação. “Lá, o uso do dinheiro caiu barbaramente, e isso vai acontecer aqui também.” Até porque o parque tecnológico brasileiro já está pronto: de um lado, as maquininhas aceitam esse tipo de transação e, de outro, os cartões de diversos bancos têm a tecnologia NFC embarcada, assim como as carteiras digitais. O que faltava era a cultura.

Por causa do isolamento social, outra mudança que deve acontecer no curto prazo é o aumento das compras pela internet com o cartão de débito. “Será a próxima onda”, diz. Faz sentido, porque o número de cartões que oferecem essa modalidade é muito maior do que os de crédito. “Temos um projeto grande com estabelecimentos comerciais, como as Casas Bahia, para que passem aceitar cartão de débito pela internet.”

Já no longo prazo, a próxima transformação virá da internet das coisas. Quando o carro, a geladeira e a cafeteira estiverem conectados à internet e autorizados a fazer transações, a forma como se faz pagamentos vai mudar completamente. “A inovação está mais próxima do que você imagina. Os dispositivos conectados à internet são a próxima fronteira.”

 

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