MRV, Tecnisa, Rossi e Lopes: balanços mostram otimismo do setor de imóveis

Juros baixos e pandemia levam a aumento da demanda e expectativa de lançamentos

A taxa de juros no menor patamar da história e a vontade de morar em um lar amplo, arejado e com espaço para o home office – que foi despertada pela covid-19 – têm levado o setor imobiliário a viver seu melhor momento em anos, com alta demanda e perspectiva de muitos lançamentos. Essa maré positiva deve tomar uma forma concreta com a publicação, nesta quarta-feira, 11, dos balanços de importantes empresas do setor.

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Três grandes construtoras vão anunciar seus resultados do terceiro trimestre do ano após o fechamento do mercado hoje: MRV, Tecnisa e Rossi. A corretora imobiliária Lopes também vai divulgar seus números.

Das quatro, a MRV, que foca nos segmentos de renda mais baixos, deve ter registrado o melhor desempenho. Na projeção do banco de investimentos BTG Pactual, o faturamento da construtora mineira deve ter subido 17% no período de julho a setembro deste ano em relação a igual intervalo do ano passado, para 1,84 bilhão de reais. O lucro líqido deve ter subido 9%, para 174 milhões de reais. Já a Lopes deve ter registrado uma queda de 3% no faturamento no terceiro trimestre de 2020 ante o mesmo período de 2019, para 37 milhões de reais, e uma queda de 68% no lucro, a 4 milhões de reais.

As taxas de juro do crédito imobiliário caíram pela metade em quatro anos, passando de 15,6% ao ano em 2016 para 7,6% em 2020, segundo a reportagem de capa da revista EXAME desta quinzena. No maior mercado do país, São Paulo, foram vendidos 49.700 imóveis residenciais novos nos 12 meses até setembro, acima do recorde histórico de 49.200 ao longo de 2019, segundo dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (SecoviSP).

O BTG recomenda a compra das 11 empresas do setor imobiliário que acompanha. Além da MRV, da Tecnisa e da Lopes, estão na lista Elbor, EZTec, Even, Direcional, Cyrela, Trisul, Mitre e JHSF. A expectativa de melhora na economia do país com a manutenção dos juros baixos – o que depende de a situação fiscal se manter controlada – justificam a visão positiva sobre o setor, que inclui oportunidades para aumento de preços logo. Mas é necessário ficar atento à evolução da pandemia do novo coronavírus: caso se estenda por muito mais tempo, ceifando empregos e achatando a renda, o efeito positivo da doença sobre o setor, como notado nos últimos meses, pode ser reduzido.

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