Luiza Trajano e empresários querem viabilizar doações de vacinas da Covax

Em reunião com organização que lidera o consórcio de vacinas, empresários sugeriram a criação de um mecanismo que permitirá doações direcionadas de países ao Brasil

A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do conselho da rede varejista Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, e outros representantes do setor empresarial brasileiro se reuniram nesta quinta-feira, 29, para discutir a possibilidade de viabilizar doações ao Brasil de vacinas do consórcio Covax Facility, consórcio global que pretende facilitar a distribuição igualitária de vacinas contra a covid-19 liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Presente à reunião estava o português José Manuel Barroso, que foi primeiro-ministro de Portugal até 2004 e presidente da Comissão Europeia até 2014. Atualmente, Barroso é presidente do conselho da Aliança de Vacinas Gavi, organização que coordena, junto à OMS, os esforços de distribuição da Covax.

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Do lado dos empresários brasileiros estavam, além de Luiza Helena, Walter Schalka, presidente da Suzano; Chieko Aoki, presidente da rede de hotelaria Blue Tree Hotels; Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas e o investidor Paulo Dalla Nora, que discutiram possíveis reestruturações nos padrões atuais de recebimento e doação de vacinas pelo consórcio global. Os empresários fazem parte do Unidos pela Vacina, iniciativa que pretende acelerar a aquisição e distribuição de vacinas no país.

De acordo com os participantes, a iniciativa dos empresários é individual, dentro do âmbito do movimento Unidos pela Vacina e não tem relação com a atuação das empresas que lideram – muitas delas, aliás, mantêm uma série de medidas para o enfrentamento da pandemia no Brasil desde o ano passado.

Segundo Dalla Nora, um dos colaboradores do movimento, a ideia foi bem aceita por Barroso, e deve ser levada ao conselho da Gavi na próxima semana para discussão e avaliação de todos os integrantes. Em publicação no Twitter, o presidente da Gavi avaliou a reunião como "produtiva" e destacou a intenção da iniciativa em vacinar todos os brasileiros até setembro deste ano.

O objetivo da reunião com Barroso e das conversas recentes com a Gavi é possibilitar que países que desejam doar quantidades excedentes de vacinas possam direcionar suas doses ao Brasil, se assim desejarem. Atualmente, a Covax funciona como uma espécie de consórcio, no qual países aderem ao pagar uma taxa simbólica para adquirir vacinas para até 20% da população.

Segundo Dalla Nora, há uma concordância entre os empresários envolvidos no movimento Unidos pela Vacina, em especial para Chieko Aoki — responsável pelas negociações diplomáticas com representes de governos de outros países — de que há interesse em realizar doações para o Brasil, tendo em vista o agravamento da crise sanitária e de saúde no país. O interesse, porém, esbarra na avaliação de que priorizar um país na doações de doses prejudicaria o compromisso diplomático diante da Gavi e da aliança Covax.

Se aprovada, a proposta irá facilitar a doação de vacinas de países que expressam interesse em doar doses excedentes a outras nações, mantendo o envio para o Covax, ao mesmo tempo que escolhem direcionar doses para o Brasil por meio da aliança. Na lista estão os Estados Unidos, que anunciaram a doação de 60 milhões de doses de imunizantes da AstraZeneca a outros países, mas ainda não especificou quais.

Brasil e Covax

O Brasil aderiu ao mecanismo com um montante de 10,5 milhões de doses, e recebeu o primeiro lote de 1 milhão de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca em março deste ano. Um novo recebimento de 4 milhões de doses deve acontecer em maio.

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