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Lucro do BNP Paribas deve ter crescido 30% no 4o tri

Analistas esperam que o lucro trimestral do maior banco francês com ações negociadas em bolsa aumente 30,7 por cento


	BNP Paribas: a receita do banco deve cair 1,5 por cento, estimam analistas
 (Thierry Caro/Wikimedia Commons)

BNP Paribas: a receita do banco deve cair 1,5 por cento, estimam analistas (Thierry Caro/Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 13 de fevereiro de 2013 às 16h32.

Paris - O BNP Paribas, maior banco francês listado em bolsa, deve registrar uma alta no lucro no quarto trimestre na quinta-feira graças a uma recuperação em seu banco de investimentos e à resiliência no setor de banco de varejo francês e belga.

Investidores tentarão saber se o BNP dará mais informações sobre seu plano de gastar 1 bilhão de euros (1,35 bilhão de dólares) em uma reforma. Embora o banco seja visto como robusto e bem capitalizado, também está exposto ao fraco panorama econômico em seus maduros mercados europeus.

O BNP deve anunciar uma alta de 30,7 por cento em seu lucro líquido trimestral, para 1,0 bilhão de euros (1,35 bilhão de dólares), de acordo com a média de estimativas de analistas de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita do banco deve ter caído 1,5 por cento, para 9,5 bilhões de euros, refletindo o ambiente de baixo crescimento e os esforços do BNP para repassar empréstimos e outros ativos com o objetivo de melhorar seu portfólio.

Os resultados do BNP no quarto trimestre de 2011 foram prejudicados por baixas contábeis no valor de dívida grega, estresse de mercado relacionado ao euro e uma campanha para reduzir seu portfólio, que agora já foi concluída.

Embora o BNP tenha atingido suas metas de capital à frente do cronograma e esteja fazendo declarações otimistas sobre seus planos de crescimento, o banco deve repensar seu modelo de negócios num mundo pós-crise de regulações mais rígidas, mercados financeiros voláteis e cortes em orçamentos públicos em todo o continente.

A gestão do BNP disse que o banco pretende expandir operações nos Estados Unidos e na Ásia, ao mesmo tempo reduzindo custos em suas operações domésticas de varejo.

Enquanto isso, o rival menor Societé Générale reestruturou sua equipe de gestão e prometeu maiores cortes de custos após anunciar um prejuízo maior do que o esperado na quarta-feira.

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