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Justiça bloqueia R$ 10 mi da Anglo American após vazamento

A decisão atende a ação civil pública e exige da mineradora o cumprimento de medidas emergenciais para cessar o vazamento de substâncias na região

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Anglo American: a empresa também deverá arcar com uma auditoria ambiental independente (Germano Lüders/Site Exame)

Anglo American: a empresa também deverá arcar com uma auditoria ambiental independente (Germano Lüders/Site Exame)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 19 de março de 2018 às, 21h42.

A Justiça mineira determinou o bloqueio de R$ 10 milhões da Anglo American após o vazamento do mineroduto Minas-Rio na semana passada em Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata mineira. A decisão atende a ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e exige da mineradora o cumprimento de medidas emergenciais para cessar o vazamento de substâncias na região.

A Anglo American também deverá arcar com uma auditoria ambiental independente, que deverá emitir em 120 dias um parecer sobre os níveis de poluição e degradação ambiental na área do Córrego Santo Antônio. O documento ainda terá que apontar as condições de operação e manutenção do mineroduto.

Segundo análises preliminares do Núcleo de Crimes Ambientais do MPE, o rompimento provocou o vazamento de 450 metros cúbicos de minério durante 45 minutos, percorrendo sete quilômetros. Dois rios foram atingidos, e o abastecimento de água em Santo Antônio do Grama foi suspenso por três dias pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Os riscos ao meio ambiente ainda não foram calculados pelo MPE.

Recurso

Em nota, a Anglo American informou que ainda não identificou o bloqueio do montante e entrou com recurso para substituir a medida por garantias de cumprimento da decisão judicial. Disse ainda que a contenção e a retirada das polpas de minério que atingiram os córregos estão sendo feitas desde a semana passada.

Segundo a Anglo America, o abastecimento de água em Santo Antônio do Grama está normalizado desde quinta-feira, 15.

"Já a contenção do vazamento foi feita pela empresa de forma imediata, no mesmo dia em que o evento ocorreu (12 de março)", informa a Anglo. "Desde o dia 15 de março (terça-feira), o material começou a ser retirado do Ribeirão Santo Antônio do Grama por caminhões, e está sendo depositado nas instalações da empresa".

Sobre a auditoria ambiental e o cadastro dos atingidos pela falta de água, a empresa afirmou que ainda estuda os pedidos. Uma audiência de conciliação entre o Ministério Público e a Anglo American foi agendada para esta terça-feira, 20.

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