Itaú diz que olhará oportunidades no exterior de forma seletiva

Segundo o novo presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, o foco da instituição é reforçar a operação já existente

São Paulo - O novo presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que o banco olha oportunidades de expansão internacional de forma "muito seletiva". O foco da instituição, de acordo com ele, é reforçar a operação já existente.

"Internacionalização é um dos objetivos estratégicos, mas mais do que expandir, procuramos reforçar a operação", disse Bracher, em teleconferência com analistas e investidores, na manhã desta quinta-feira, 4, sem responder, contudo, se o banco disputa o Patagônia, do Banco do Brasil.

Em relação ao Brasil, o presidente do Itaú Unibanco disse que o crescimento de colaboradores no primeiro trimestre refletiu um maior número de reposição de vagas abertas. Sobre o fechamento líquido 100 agências, ele reforçou que faz parte da revisão permanente da rede de atendimento.

"Aceleramos o fechamento de agências. Para o ano, nossa projeção é de fechar aproximadamente 180 agências. Mas abrimos nove agências digitais, sendo que nossa expectativa é de abrir pouco mais de 20 agências deste formato neste ano", informou Bracher.

Crédito

De acordo com Bracher, o Itaú Unibanco não está mais seletivo em crédito. O problema, conforme ele, está na demanda por empréstimos, que ainda não foi retomada. Apesar disso, o executivo destacou que há um movimento de recuperação.

"Temos notado no varejo uma recuperação da demanda por crédito, tanto na parte de indivíduos como na de pequena e média empresas. A contratação está crescendo, mas isso não significa que a carteira cresce", explicou Bracher.

O Itaú reiterou, no entanto, seu guidance para crédito neste ano. O banco espera que sua carteira no critério consolidado fique estável ou cresça até 4%. Já considerando o resultado apenas no Brasil, a expectativa do banco é de queda de 2% ou aumento de até 2% nos empréstimos. "Esperamos ficar na média desse índice", disse Bracher.

O executivo também reafirmou que o banco manteve os demais guidances para 2017. O Itaú espera que o resultado de despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, e impairment fique entre R$ 14,5 bilhões e R$ 17,0 bilhões em 2017, em termos consolidados, e entre R$ 12,5 bilhões e R$ 15,0 bilhões no critério Brasil. Bracher disse que, em termos de PDDs, o banco espera atingir o ponto médio do guidance.

Em receitas, a expectativa do Itaú é ficar mais próximo do nível superior do intervalo projetado. A linha deve crescer de 0,5% a 4,5% no consolidado e de 0,0% a 4,0% no critério Brasil.

Já em relação às despesas não decorrentes de juros, de acordo com Bracher, o banco espera ficar no ponto médio do guidance. Esses gastos devem subir de 1,5% a 4,5%, no consolidado, e de 3,0% a 6,0%, no Brasil, neste ano.

Créditos provisionados

De acordo com ele, os créditos que afetaram o desempenho da inadimplência de curto prazo do Itaú Unibanco no segmento de infraestrutura no primeiro trimestre não está 100% provisionado. O Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) antecipou na quarta, conforme fontes, que o banco não tinha ainda provisionado todo o empréstimo concedido, uma vez que esperava ainda espera receber algo.

"Esse crédito já estava mapeado e não vemos estoque de casos mapeados ser reposto, ou seja, o surgimento de novos casos", afirmou Bracher.

O presidente do Itaú reforçou que casos que afetaram a inadimplência de curto prazo do banco devem migrar para o índice de longo prazo, ou seja, acima de 90 dias.

Assim, a instituição deve consumir parte de sua PDD complementar em 2017, com o índice de cobertura que atingiu o patamar máximo este trimestre, de 231%, chegando a 200% ao final de 2017.

Além disso, o banco espera que suas despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, tenham redução significativa no segundo semestre. Para o segundo trimestre, o executivo disse que a instituição espera comportamento semelhante ao visto nos três primeiros meses do ano.

Uma melhora mais sensível da inadimplência, conforme Bracher, virá em 2018. No que tange à recuperação de créditos, o executivo pode ocorrer, mas esse é um movimento posterior à melhora do crédito, uma vez que as empresas precisam, primeiro, se reerguer e, em alguns casos, vender ativos.

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