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As pessoas não querem mais deixar para amanhã a viagem que podem fazer hoje. Essa é o principal efeito da pandemia de covid-19, na visão de Thiago Abrahão, CEO, do Grupo Águia, dono de tradicionais empresas de turismo, como a agência Stella Barros. O "impulso de viver", como ele descreve, turbinou os números de sua empresa e o fez remodelar a oferta de produtos.

O marco da retomada das viagens, para o Águia, foi a Copa do Mundo do Catar. A companhia é parceira da Fifa na oferta de pacotes de hospitalidade, que dão acesso VIP aos jogos, desde 1966. Para a Copa de 2022, investiu 18 milhões de dólares para garantir a melhor experiência aos 3 mil clientes que levou ao Catar.

Sem contar os números do mundial, a companhia faturou 35% a mais em 2022 na comparação com o último ano antes da pandemia, 2019. Com os pacotes de ticket alto do Mundial, o crescimento passa a 80%. A empresa transportou 250 mil pessoas no ano passado.

Abrahão afirma que o maior desafio do Águia é unir uma boa experiência digital com forte presença física e conhecimento de campo nos destinos que oferece. "É o que nos diferencia de tantos aventureiros que surgem no mercado de turismo", afirmo. Seu time de 300 funcionários, por exemplo, já está se organizando para o mundial de 2026, que será realizado em três países: Canadá, Estados Unidos e México. "Será a maior Copa da história", afirma Abrahão.

Para atender a crescente procura por viagens, o Águia criou o aplicativo Clube de Férias Stella Barros, que concentra serviços como assinatura mensal para antecipar os custos com viagens até oferta de hotéis, transporte, curadoria de passeios. "Queremos ser o app definitivo do viajante, e permitir que ele, seus amigos e familiares se programem financeiramente para viajar", diz o executivo. "Já estamos oferecendo, por exemplo, a próxima Copa. A hora de começar a se programar é agora".

Outro novo negócio é um seguro saúde proprietário, necessidade que ganhou força com os cuidados com saúde na pandemia. O teste foi feito durante a Copa do Catar, com bons resultados, segundo Abrahão. O lançamento oficial está programado para o segundo semestre.

A empresa acabou de fechar uma parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro, e passará a oferecer pacotes para Olimpíadas, Paralimpíadas, Panamericanos e mundiasi de diversas modalidades. "Agora vamos de fio a pavio", diz Abrahão. Os próximos jogos, em Paris 2024, demandarão um planejamento mais acelerado. Além de atender os turistas, a empresa focará familiares de atletas, um grande público dos jogos. "Nosso papel é mostrar que podemos ajudar com nosso pioneirismo no esporte", diz o executivo.

O objetivo médio é chegar a R$ 1 bilhão de reservas em 2026, mantendo o foco em clientes sobretudo da classe A que, nas palavras de Abrahão, escolhem primeiro qualidade e depois preço. Um desafio é o cenário econômico, com juros altos, inflação, passagens mais caras e atividade mais fraca. É uma combinação de condições que não impede as pessoas de viajar, mas pode reduzir a ambição.

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