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GM hesita sobre plano de aliança com Peugeot, diz fonte

Críticas de investidores podem fazer o acordo entre as empresas fracassar

A Peugeot ainda não fez nenhum pronunciamento público sobre o assunto (Divulgação)

A Peugeot ainda não fez nenhum pronunciamento público sobre o assunto (Divulgação)

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Philipp Halstrick e Laurence Frost

29 de fevereiro de 2012, 11h15

Frankfurt/Paris - As negociações para uma aliança da montadora francesa Peugeot Citroen com a General Motors têm chances de fracassar, conforme a companhia norte-americana hesita diante de críticas de investidores, disse uma fonte com conhecimento das discussões.

Uma intenso avaliação pública também está minando um delineamento de um acordo, sob o qual a GM pode assumir uma pequena fatia da Peugeot em uma emissão de 1 bilhão de euros (1,34 bilhões de dólares) da montadora francesa, informou a fonte, acrescentando que este "ainda não é um negócio fechado".

A Peugeot ainda não fez nenhum pronunciamento público, mais de 18 horas após o órgão regulador de mercados francês AMF ter exigido uma resposta às matérias na imprensa sobre as discussões, que resultaram em uma alta das ações da empresa. A GM também não quis comentar o assunto.

A montadora de Detroit não está completamente convencida pela proposta colocada à mesa, disse a fonte.

As ações da GM caíram 4,4 por cento desde que o plano foi primeiramente relatado por um jornal francês em 21 de fevereiro, enquanto as da Peugeot avançaram 6,6 por cento.

Na semana passada, a empresa francesa confirmou ter conversas para uma aliança em andamento, mas não identificou quem seria o potencial parceiro.

A família Peugeot, que detém pouco mais de 30 por cento da montadora, indicou que não se oporia a alguma diluição de sua participação, desde que permaneça como principal acionista.