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Furnas estima economia anual de R$400 mi após reestruturação

A elétrica Furnas estima ter obtido uma economia anual de quase 400 milhões de reais após um processo de reestruturação organizacional


	Furnas: programa PRO Furnas resultou ainda na redução de 81 órgãos da estatal, o equivalente a 26 por cento do total, segundo a empresa
 (REUTERS/Paulo Whitaker)

Furnas: programa PRO Furnas resultou ainda na redução de 81 órgãos da estatal, o equivalente a 26 por cento do total, segundo a empresa (REUTERS/Paulo Whitaker)

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Da Redação

Publicado em 17 de junho de 2016 às 18h05.

Rio de Janeiro - A elétrica Furnas, subsidiária da estatal Eletrobras, estima ter obtido uma economia anual de quase 400 milhões de reais após um processo de reestruturação organizacional, informou a companhia nessa sexta-feira.

A reestruturação, realizada entre 2012 e 2014, foi bancada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com suporte da consultoria internacional Roland Berger Strategy Consultants.

O programa PRO Furnas resultou ainda na redução de 81 órgãos da estatal, o equivalente a 26 por cento do total, segundo a empresa.

Também como fruto da reestruturação, a estatal reduziu o quadro de funcionários em 33 por cento desde 2010, por meio da realização de um programa de demissão voluntária nos últimos anos.

"Nos últimos cinco anos, Furnas se capacitou para enfrentar os desafios oriundos das novas exigências do marco regulatório e, ao mesmo tempo, para se tornar ainda mais competitiva", disse em nota o presidente da estatal, Flávio Decat.

A reestruturação deve ajudar Furnas a lidar com os efeitos, ainda sentidos na empresa, de uma forte redução de receitas a partir de 2013, quando Furnas aceitou renovar antecipadamente contratos de geração e transmissão antigos em troca de uma remuneração menor, no âmbito de um plano do governo federal para baixar as tarifas de energia elétrica no Brasil.

"A empresa focou nos resultados e apostou no crescimento por meio do redirecionamento de diversas ações sustentadas em três pilares: excelência operacional, expansão sustentável e adequação ao modelo regulatório", adicionou Decat.

O novo modelo da estatal engloba dois grandes pilares. O primeiro é de uma empresa empreendedora, voltada à expansão. O segundo diz respeito à empresa operadora e mantenedora, focada na operação e manutenção (O&M) dos ativos corporativos. A ideia é que os dois campos de atuação tenham responsabilidades e resultados específicos, planejados e apuráveis por cada negócio, disse Furnas.

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